Ambientes de trabalho móveis não estão preparados para ciberameaças

Pesquisa da Dimension Data em parceria com a Frost & Sullivan, revelou que, ao mesmo tempo em que a mobilidade possui potencial de mudar os negócios, também expõe funcionários que utilizam dispositivos móveis a riscos de segurança e vulnerabilidades

Por: Redação, ⌚ 20/10/2016 às 17h23 - Atualizado em 20/10/2016 às 17h24

A Dimension Data divulgou os resultados do relatório Securing Workspaces for Tomorrow, realizado em parceria com a Frost & Sullivan, empresa global de pesquisa de mercado, sob encomenda da Dimension Data. O relatório examina a necessidade das organizações de se transformarem para permitir aos funcionários trabalharem em ambientes móveis, como em casa, em lugares públicos, em clientes ou até mesmo durante viagens.

 

De fato, empresas que falham em oferecer um ambiente flexível, autônomo e criativo correm o risco de não atraírem e reterem a próxima geração de talentos. Entretanto, como aponta a pesquisa, a maioria dos ambientes de trabalho não está pronta para as ameaças cibernéticas de próxima geração, como técnicas de phishing (e-mails altamente direcionados a alvos específicos imbuídos de malwares), ataques de dia zero, entre outros.

 

O relatório explora como colaboradores em todo o mundo estão demandando mais mobilidade nos ambientes de trabalho, com a flexibilidade de estarem em qualquer lugar, a qualquer hora, em qualquer dispositivo, a fim de se tornarem mais produtivos e alcançarem equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

 

Matthew Gyde, Dimension Data Group Executive para Segurança, afirma que, “Devido ao fato dos usuários móveis acessarem a Internet em qualquer lugar, a vulnerabilidade a ataques aumenta quando estão trabalhando fora, pois eles podem não ter o mesmo nível de segurança que teriam dentro do perímetro de um escritório”.

 

Atualmente, os usuários de tecnologias móveis utilizam em média quatro dispositivos por dia, e este número aumentará para cinco nos próximos quatro anos. Até 2020, segundo a Frost & Sullivan, mais de 1,5 bilhão de pessoas trabalharão fora dos escritórios. E, a previsão é que em 2025, a força de trabalho global atingirá 3,85 bilhões de pessoas, dos quais 50% dos funcionários serão da geração millenials, que possuem conhecimento considerável sobre tecnologias e consideram o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal como ‘altamente importante’ quando avaliam as oportunidades de emprego.

 

De acordo com Tony Walt, Dimension Data Group Executive para End-user Computing, “O ambiente de trabalho móvel funcional permite aos funcionários acessar aplicações corporativas e informações de qualquer lugar, seja no escritório central da empresa, em filiais, no cliente, em casa, ou enquanto viaja. Este aumento na colaboração liderará a inovação e ajudará as organizações a garantirem um diferencial competitivo. Como resultado, a mobilidade não é só uma questão de preferência, mas uma necessidade que introduzirá complexidade no que se refere à manutenção dos ‘ambientes de trabalho protegidos para o futuro’”.

 

Matthew Gyde cita os representantes de vendas como um bom exemplo. “Um representante de vendas usando um dispositivo móvel como um iPad ou um smartphone, poderia acessar sem saber um link malicioso ao utilizar uma rede sem fio desprotegida, resultando no download de um ransomware que irá criptografar seus arquivos horas antes da apresentação para um cliente”.

 

À medida que mais empresas planejam criar ambientes de trabalho para o futuro e aproveitar os benefícios da mobilidade nos processos corporativos, que alavanca plataformas em nuvem, há uma necessidade maior do que nunca em implementar medidas apropriadas para proteger as informações, infraestruturas, aplicações e usuários, onde quer que eles estejam. Os dispositivos, ambientes, aplicações e tecnologias emergentes, todos conectados à Internet, tem potencial para abrir caminhos para criminosos cibernéticos explorarem as vulnerabilidades do novo local de trabalho.

 

“Ao mesmo tempo em que a mobilidade possui um potencial para mudar os negócios, elas expõem os funcionários a riscos de segurança e vulnerabilidades, já que eles não estão protegidos pelos níveis de segurança corporativa. Além do mais, as empresas estão cada vez mais permitindo dispositivos pessoais – ou Bring Your Own Device (BYOD) – dentro dos locais de trabalho, aumentando o risco de vazamento de dados devido à falta de controle ou visibilidade dentro desses dispositivos, ou no acesso à rede da empresa no caso do dispositivo ser perdido ou roubado”, complete Gyde.

 

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