40% não conferem segurança em redes wifi nas férias

Estudo da Intel Security mostrou ainda que 32% dos brasileiros sabem dos problemas, mas estão dispostos a assumir os riscos de conexões não seguras

Por: Redação, ⌚ 23/06/2016 às 11h23 - Atualizado em 11/07/2016 às 11h27

Em preparação para a temporada de férias escolares, a Intel Security realizou o estudo “Digital Detox: Unplugging on Vacation” (Detox Digital: desconectando-se durante as férias) para entender melhor como os consumidores brasileiros fazem para continuar conectados digitalmente enquanto viajam e como podem estar inadvertidamente colocando em risco sua identidade e seus dispositivos pessoais.

As férias são repletas de distrações e oportunidades e criminosos sagazes aprenderam a lucrar nesses momentos. Os viajantes podem ser alvo de criminosos cibernéticos que se aproveitam de vulnerabilidades humanas e dos dispositivos para conseguir acesso aos dados e aparelhos dos consumidores. Eles obtêm acesso a informações confidenciais em smartphones, laptops e até mesmo dispositivos vestíveis desprotegidos, além de coletar dados de redes sociais.

“Os consumidores precisam da tecnologia para continuarem conectados ao mundo físico e digital, seja no trabalho, em casa ou nas férias. Durante as férias, as pessoas geralmente usam os dispositivos para acessar informações confidenciais sem considerar os riscos potenciais”, afirma Gary Davis, especialista em segurança do consumidor da Intel Security. “Por esse motivo, é fundamental promover hábitos digitais seguros para manter os consumidores protegidos durante as viagens.”

Os consumidores precisam estar atentos e tomar medidas de segurança preventivas para evitar que suas informações sejam perdidas ou roubadas quando eles estiverem viajando. Embora muitos entrevistados tenham declarado sua falta de sucesso ao tentarem se desconectar, aqueles que conseguiram fazê-lo tiveram grandes benefícios.

Férias desconectadas

A maioria dos entrevistados (70%) afirma que já sentiu uma sensação de ansiedade por estar desconectado. Para as pessoas na faixa dos vinte anos o percentual é 79%.

A maioria (62%) também diz que não está disposta a deixar seus smartphones em casa durante as férias. Este percentual é ainda maior entre as pessoas na faixa dos quarenta anos (69%) ou cinquenta anos (72%). No entanto, as pessoas têm menos problemas em deixar seu laptop ou tablet em casa. 72% afirmam que estariam dispostos a deixar esses aparelhos em casa durante as férias.

Quase todos os entrevistados (92%) se conectam a internet enquanto estão em férias. 29% utilizam apenas Wi-Fi para se conectar, 12% utilizam apenas a rede do celular, e mais da metade (59%) usam ambos. Ao usar o Wi-Fi nas férias a maioria das pessoas usa ‘qualquer Wi-Fi que possa acessar’ (52%). Enquanto uma em cada três pessoas (30%) afirmam que usam apenas o wi-fi do hotel. Menos da metade (40%) das pessoas que usam Wi-Fi em férias se certificam de que a conexão à internet é segura antes de usá-la. 27% afirmam que realmente não pensam sobre a conexão segura. 32% dizem que até pensam sobre isso, mas quando precisam de conexão estão dispostos a assumir o risco e usar uma conexão não segura.

As pessoas preferem sair de férias sem tem acesso a e-mail (30%) do que sem ter acesso a mídia social (24%). Um em cada quatro (24%) não sairia de férias sem nenhum deles. 34% dizem não ter passado um dia de férias sem a verificação de alguma mídia social. Muitos não passaram um dia sem verificar/responder e-mail (29%) ou mensagens de texto (41%). 30% das pessoas que se conectam à internet nas férias verificam o e-mail constantemente ao longo do dia. 72% das pessoas checam o e-mail pelo menos uma vez por dia.

Para aqueles que trabalham, 64% dizem que gostariam de se desconectar em uma semana de férias, se não tivessem obrigações de trabalho. A maioria (58%) diz que aceitaria sair em uma semana de férias sem conexão celular ou internet o tempo todo.

Ao se conectar à Internet durante as férias, algumas pessoas pensam que suas informações pessoais estão mais seguras (10%) ou apenas seguras (24%) do que quando eles se conectam em casa. 32% dizem que não pensam sobre isso. A maioria das pessoas (69%) usa dispositivos vestíveis quando viajam. Esta percentagem é mais elevada (71%) entre as pessoas em seus vinte anos.

Dicas para minimizar os riscos de segurança durante viagens

• Crie barreiras sociais: Sabemos que é extremamente tedioso esperar em aeroportos e, muitas vezes, esse tédio pode levar os usuários a publicar atualizações em redes sociais pelo celular. Seja para contar onde você está ou para publicar uma selfie, essas atividades nas redes sociais permitem que os criminosos monitorem o seu paradeiro e tirem vantagem justamente no momento em que você está menos protegido.

• Cuidado com o que compartilha: Adoramos compartilhar nossas experiências com amigos e parentes nas redes sociais, mas é importante não divulgar publicamente onde ou quando você estará de férias. Espere voltar para casa para postar tudo sobre a viagem. Caso contrário, você poderá se expor a ladrões à espreita, que querem saber quando sua casa estará vazia.

• Limite o uso de Wi-Fi e do Bluetooth: O uso de dados móveis pode sair caro, mas ativar o Bluetooth e o Wi-Fi durante viagens pode terminar em encrenca. Conectar-se a redes Wi-Fi e dispositivos Bluetooth desprotegidos podem expor suas informações pessoais para criminosos cibernéticos. Você deve tomar ainda mais cuidado ao enviar informações de pagamento. Tendo isso em mente, são se esqueça de atualizar seu histórico de conexões Bluetooth e Wi-Fi, apagando as redes sem fio guardadas.

• Verifique e monitore suas contas: Fique atento a atividades suspeitas no seu extrato bancário. Se você não monitorar meticulosamente a atividade, um criminoso pode ter acesso a suas contas por bastante tempo antes de ser descoberto.

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