Medidas para reduzir o número de fraudes no varejo online

Edson Ortega, da Visa Brasil, destaca em seu artigo as melhores práticas de segurança e proteção no comércio eletrônico

Por: Redação, ⌚ 22/09/2020 às 18h41 - Atualizado em 22/09/2020 às 18h41

*Por Edson Ortega

 

O varejo se transformou com os impactos causados pela Covid-19 no país. Mesmo com a reabertura dos comércios e a flexibilização da quarentena, a tendência é de que os consumidores continuem comprando on-line, marcando forte presença no ambiente digital. Depois do período mais crítico da crise, notamos que há uma consolidação desse hábito, com sinais de crescimento em 2021.

 

Para se adaptarem a essa mudança de comportamento, os varejistas inovaram em soluções on-line e nas lojas, como a aposta no e-commerce e no pagamento por aproximação. Dados da Visa mostram um crescimento considerável das compras no comércio eletrônico brasileiro. Quando comparados os meses de janeiro e junho deste ano, identificamos um aumento de 11% no número de transações Visa no e-commerce e de 12% no ticket médio. Ou seja, mais pessoas passaram a comprar on-line e aumentaram o valor gasto nesse período.

 

Quando focamos a abordagem apenas no varejo on-line, constatamos um aumento de 23 pontos percentuais em maio deste ano, em comparação com as médias registradas em janeiro e fevereiro. Como efeito colateral, no entanto, esse movimento também abriu uma nova janela para os fraudadores. Por isso, as empresas precisam considerar formas de se resguardarem e protegerem seus clientes em um mundo cada vez mais digital.

 

Muitas empresas ainda não dispõem de ferramentas de gerenciamento de fraude e se mostram despreparadas para gerenciar riscos. Nesse cenário, consumidores e a própria companhia ficam expostos a ataques. Os varejistas devem buscar soluções capazes de identificar os pontos fracos de seu processo de checkout digital e considerar, por exemplo, o uso de ferramentas de teste de conta para reduzir o skimming on-line, um tipo de golpe em que criminosos injetam um código JavaScript malicioso em sites de comércios e prestadores de serviços para coletar informações sensíveis de pagamento.

 

Só no mês de abril, como nos mostra a equipe de Payment Fraud Disruption da Visa, eles atacaram 90 sites de varejistas, ganhando acesso aos endereços de faturamento, números de conta, datas de validade e CVV2 constantes nos formulários de checkout.

 

Menos contato, mais segurança: otimizando a experiência com o BOPIS

 

Uma boa opção para os varejistas mitigarem riscos é a compra on-line com retirada em loja (BOPIS – Buy Online Pickup In Store). Nessa modalidade, os consumidores aproveitam a praticidade de comprar on-line e se livram dos transtornos logísticos, como longos prazos de entrega, pagamento de frete ou recebimento de itens danificados no transporte. Além disso, permite aos compradores uma experiência mais segura.

 

Alternativa para reduzir o contato físico, os pagamentos por aproximação são também um dos métodos mais eficientes. O índice de fraude dos pagamentos por aproximação é significativamente mais baixo do que os realizados com cartão presente.

 

É um momento importante para os varejistas avaliarem estratégias de fraude e proporcionarem meios digitais para, de forma segura, acompanharem as mudanças e comportamentos nas demandas dos consumidores. Investir em ferramentas de gerenciamento de fraude e implantar opções de checkout on-line, em loja e híbridas pode ajudar uma empresa a se proteger, mitigar riscos e catalisar sua recuperação pós-Covid-19.

 

*Edson Ortega é Vice-Presidente de Risco da Visa do Brasil

 



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