COVID-19: como identificar a informação falsa da verídica

Especialistas da Check Point sugerem as cinco perguntas-chave a serem feitas para identificar as famosas notícias falsas

Por: Redação, ⌚ 24/03/2020 às 17h28 - Atualizado em 24/03/2020 às 17h28

A Check Point alerta que os cibercriminosos se aproveitam de todo este grande fluxo de comunicações para difundir notícias falsas (ou Fake News) sobre COVID-19 e gerar, assim, maior confusão e incerteza, bem como ter acesso a uma enorme quantidade de dados.

 

Em termos gerais, principalmente em momentos como esses que vivenciamos hoje, a informação é uma arma muito poderosa e essencial que pode marcar a atual crise global na qual nos encontramos imersos. Os cibercriminosos estão conscientes disto e dos danos que geram as conhecidas Fake News e, assim, se aproveitam para lançar campanhas em massa de ameaças virtuais. Portanto, para garantir a segurança e veracidade da informação tanto no mundo virtual como no real, é fundamental ajudar os usuários na identificação dessas notícias falsas e evitar que sejam replicadas. Os pesquisadores e especialistas da Check Point destacaram as orientações e dicas a seguir para combater as Fake News.

 

Como saber quando a informação é uma Fake News?

 

Ultimamente são muitas as mensagens que os usuários têm recebido por diversas plataformas como e-mail, aplicativos de mensagem instantânea e outras, em que se compartilham notícias com informação sobre o Coronavírus. Por este motivo, os especialistas da Check Point sugerem as cinco perguntas-chave a serem feitas para identificar as Fake News:

 

1. “Quem me enviou isto e o porquê?” Esta pergunta é fundamental para todo o tipo de comunicação produzida por e-mail. Os cibercriminosos sabem roubar a identidade de organizações ou de fontes confiáveis nas mensagens que enviam, a fim de ganhar a confiança dos destinatários. Assim, quando recebemos qualquer tipo de notificação é vital comprovar se estamos inscritos em newsletters ou qualquer outro serviço de comunicação e informação emitido pela suposta entidade, já que, caso contrário, é praticamente impossível que possam ter os nossos dados como o e-mail para estabelecer o contato.

 

2. “Há erros de ortografia ou gramaticais?” Não há dúvida que o fator de erro humano  na escrita e/ou digitação está muito presente e que, na hora de escrever um texto, é muito fácil cometer algum erro ortográfico e nem se dar conta disto. Revisar a qualidade do texto da notícia que nos enviam também deixa pistas para saber se estamos diante de um texto que provém de uma fonte confiável ou não. No caso de, ao longo do conteúdo, se repetirem de forma recorrente erros de concordância gramatical ou digitação, é  bem provável que nos deparemos com um texto escrito num outro idioma e que foi traduzido por meio de algum programa ou aplicativo, além de não ter sido revisado corretamente.

 

3. “O link incluído para ser clicado é o verdadeiro?” Em muitas ocasiões não se compartilha a notícia, mas sim um link que redireciona o usuário para uma determinada página na web. Nesta situação é fundamental comprovar a URL, já que os cibercriminosos tendem a criar sites de Fake News que copiam a imagem e o formato das páginas web de meios de comunicação legítimos, criação de páginas web com informação variada e outras.  Neste sentido, em caso de dúvida, na rede também há sites disponíveis que permitem aos usuários verificar quais páginas web são confiáveis para visitação e o tempo que um determinado domínio se encontra ativo, pois, se foi criado há pouco tempo, é muito provavelmente se tratar de uma página web falsa criada para atividades fraudulentas.

 

4. “Utiliza fontes de confiança?” Uma das bases de uma notícia verdadeira, principalmente quando apresenta valores ou dados, é conter fontes confiáveis e com credibilidade que dão sustentação à notícia. Na Internet há milhões de páginas web das quais se obtém informação, mas é sempre muito mais recomendável utilizar fontes oficiais (por exemplo, agora com o caso do COVID-19, acessar sites de instituições públicas como o Ministério da Saúde ou organizações como a OMS – Organização Mundial da Saúde, e digitar sites oficiais dos meios de comunicação legítimos). Caso contrário, em que as fontes sejam desconhecidas e de procedência duvidosa, a probabilidade de ser uma notícia falsa é alta.

 

5. “É mesmo verdade que se trata de uma informação exclusiva?” É sabido que os meios de comunicação, em certas ocasiões, contam com dados ou fontes dos quais outros meios não têm acesso. Se a notícia é declarada por meios não confiáveis como sendo exclusiva é preciso checar, pois se nenhum outro meio de comunicação disseminou essa informação, há a possibilidade de essa ser uma Fake News. Para isso, é muito recomendável utilizar o Google News, já que, ao inserir palavras-chave relacionadas com o artigo, o software mostrará unicamente notícias relacionadas que proveem de fontes verídicas. Se não existem resultados, então essa informação é falsa.

 

Os cibercriminosos aproveitam-se muito de momentos como o da pandemia para criar um certo pânico generalizado, criando Fake News com o objetivo de aumentar a incerteza e dificultar o acesso à informação verdadeira. Por esta razão é fundamental estar prevenidos perante essa avalanche de notícias recebidas diariamente, uma vez que nem todas são reais. Adotar o bom senso, verificar as fontes e as URLs, bem como comprovar se outros meios disseminam informações similares, são as dicas simples e principais que ajudam a evitar de nos tornarmos vítimas das notícias falsas.

 



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