Ciberataques semanais contra empresas no Brasil aumentaram 62% em 2021

No Brasil, houve um aumento de 62% nos ataques cibernéticos semanais em 2021, em comparação com 2020 (967 ciberataques por semana em média); e aumento de 8% em ataques por ransomware em 2021

Por: Redação, ⌚ 11/10/2021 às 12h36 - Atualizado em 11/10/2021 às 12h36

No “Mês de Conscientização sobre Cibersegurança”, a Check Point relata que o número médio de ataques em geral por semana no mundo às organizações aumentou 40% em 2021 em comparação com 2020. No Brasil, o aumento foi consideravelmente maior, com uma média semanal de 967 ataques e um crescimento de 62%.

 

Globalmente, após uma ligeira diminuição nas semanas anteriores a março de 2020, a partir daquele mês houve um aumento significativo no número médio de ataques semanais a cada organização ao longo dos meses seguintes, incluindo este ano.

 

Em setembro de 2021, o número médio de ciberataques semanais em cada organização atingiu globalmente seu pico com mais de 870 ataques. Isso é mais do que o dobro do número de ataques em março de 2020.

 

Ciberataques em geral nas Regiões

 

Embora a África seja a região mais visada por ataques cibernéticos, a Europa e a América do Norte enfrentaram os maiores aumentos em ataques cibernéticos entre 2020 e 2021. As organizações na África experimentaram o maior volume de ataques até agora em 2021, com uma média de 1.615 ataques semanais por organização (aumento de 15% em relação a 2020).

 

Em seguida está a região APAC com uma média de 1.299 ataques semanais por organização (aumento de 20%), logo após estão as regiões da América Latina com uma média de 1.117 ataques semanais (aumento de 37%), Europa com 665 (aumento de 65%) e América do Norte com 497 (aumento de 57%).

 

Ciberataques em geral por Setores

 

Os setores que estão enfrentando os maiores volumes de ciberataques são Educação e Pesquisa com uma média de 1.468 ataques por organização a cada semana (aumento de 60% a partir de 2020), seguido pelo Governo / Militar com 1.082 (aumento de 40%) e pelo setor da Saúde com 752 ( Aumento de 55%).

 

Ataques de ransomware a empresas brasileiras aumentaram 8% em 2021

 

Além disso, a Check Point Research (CPR) observou que os ataques semanais de ransomware a empresas brasileiras aumentaram 8% em 2021, em comparação com 2020. A CPR também constatou que globalmente em 2021, em média, uma em cada 61 empresas foi afetada por ransomware semanalmente, um aumento de 9% em relação a 2020.

 

O setor de ISP / MSP (Internet Service Providers / Managed Service Providers) é o setor mais atacado por ransomware neste ano. O número médio semanal de organizações impactadas neste setor em 2021 é de uma em cada 36 (aumento de 32% a partir de 2020). O setor de Saúde está em segundo lugar, com uma em cada 44 organizações impactadas (aumento de 39%), seguido por fornecedores de software em terceiro lugar, com um em cada 52 organizações (aumento de 21%).

 

Em relação aos ataques por ransomware nas regiões geográficas, APAC apresentou o maior volume de tentativas deste tipo de ataque com uma em cada 34 organizações sendo afetadas semanalmente em 2021; isso é uma redução de 10% em comparação com 2020. Em seguida está a África com uma em cada 48 organizações sendo afetadas (7% redução) e América Latina, em terceiro lugar, com uma em cada 57 organizações (aumento de 6%).

 

“Desde o surgimento da pandemia da Covid-19 no mundo, os cibercriminosos entraram em ação para aproveitar as oportunidades que se apresentaram. Por isso, com o aumento contínuo dos ciberataques, a Check Point Software recomenda fortemente que as organizações adotem uma estratégia de prevenção de segurança cibernética, em vez de trabalhar na remediação após um prejuízo causado por um fato ocorrido”, comenta Omer Dembinsky, gerente do Grupo de Pesquisa de Dados e Organização de Inteligência e Pesquisa de Ameaças da Check Point Software Technologies.

 

Com relação aos malwares, o tipo que mais afetou as organizações no mundo foi o botnet, com uma média de mais de 8% das organizações sendo afetadas semanalmente (uma redução de 9% em relação a 2020); seguido pelo malware bancário com 4,6% (um aumento de 26%) e criptomineradores com 4,2% (uma redução de 22%).



Newsletter

/ VEJA TAMBÉM



/ COMENTÁRIOS