A jornada de dados aplicada na prática

O investimento em uma jornada de dados coesa traz estabilidade e segurança para decisões que beneficiem o desempenho das empresas

Por: Redação, ⌚ 18/10/2021 às 11h36 - Atualizado em 18/10/2021 às 11h36

Por Guilherme Tavares

 

Dentro das possibilidades que a transformação digital oferece às empresas, sem dúvidas, fomentar um ambiente inovador quanto à figura dos dados é uma das mais promissoras. Não por acaso, afinal, com o alto volume de informações movimentadas e também armazenadas, os desafios tendem a crescer, exigindo uma resposta imediata por parte das organizações brasileiras. Ser data-driven, mais do que nunca, mostra-se uma condição de suma importância no que diz respeito à competitividade e resiliência dos profissionais, que terão o respaldo analítico como aliado para um desempenho empresarial satisfatório.

 

Nesse sentido, é preciso entender como dados consolidados transformam a rotina operacional em termos práticos. Muitos gestores acabam permanecendo às escuras de como essa mudança pode ser conduzida, de modo que a teoria seja realmente aplicada no dia a dia corporativo. Se os insights existem, como utilizá-los? Esse e outros questionamentos são naturais e servem de oportunidade para que o tema seja debatido, com clareza e objetividade.

 

Qual é o primeiro passo?

 

Independentemente do segmento em que se mostre atuante, é esperado que toda empresa apresente um volume específico de dados movimentados. Isso posto, se esses materiais existem, é essencial que estejam reunidos sob a ótica de soluções tecnológicas, capazes de resguardar a integridade do que está sendo manuseado pelos profissionais.

 

Por muito tempo, utilizou-se alternativas manuais para lidar com informações sensíveis, fato que, além de potencializar o risco de falhas de segurança, contribui para processos morosos e desfavoráveis à Business Performance. A certeza de que os dados estarão armazenados e reunidos em ferramentas integradas é o ponto de partida ideal para que os mesmos sejam empregados de forma analítica pelos colaboradores.

 

A utilização estratégica dos dados

 

Se por um lado a centralização dos dados em um ambiente seguro demonstra-se preponderante para qualquer organização, é importante garantir que esses referenciais estarão ao alcance de todos, para que seus benefícios modifiquem a perspectiva estratégica da empresa em sua totalidade, de modo democrático e acessível.

 

Hoje, utilizar critérios pouco confiáveis, achismos, entre outros hábitos corriqueiros na etapa de tomada de decisão, não converge mais com os tempos atuais, sendo primordial o estabelecimento de parâmetros analíticos com base na coleta otimizada dos dados. Seja acompanhando finalidades internas, que visem o aprimoramento de métodos de trabalho, ou a comunicação externa, no formato das políticas de relacionamentos com o público e o mercado, informações confiáveis são objetos analíticos de valor competitivo, que fomentam um clima organizacional orientado à inovação. Isso nos leva ao último tópico.

 

Uma cultura data-driven

 

Ser data-driven é reconhecer o potencial por trás dos dados coletados pela empresa. Entretanto, atingir esse patamar de maturidade digital requer uma mudança de mentalidade generalizada, que inclua os departamentos necessários e, principalmente, as pessoas.

 

Para os líderes corporativos, encorajar os profissionais a adotar informações sob o viés da inteligência analítica deve ser uma iniciativa cotidiana, afinal, o processo de tomada de decisão representa um exercício diário de protagonismo individual e coletivo, e com previsões seguras e diagnósticos precisos, a tendência é de que esse momento seja ainda mais assertivo.

 

Por fim, destaco que os dados são agentes intermediários de um objetivo muito maior, que pode culminar em uma cultura corporativa que estimule, de forma crescente, a Business Performance entre suas operações. O resultado é uma empresa bem decidida quanto ao valor de suas informações, tendo-as como aliadas competitivas para se destacar em um mercado cada vez mais exigente.

 

*Guilherme Tavares é CEO do Centro de Serviços Compartilhados (CSC) do Grupo Toccato

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