PIX inicia fase de cadastro e clientes podem ser o elo mais fraco, diz FEBRABAN

Sistema de pagamento ganha nova fase e FEBRABAN garante que todo ecossistema está seguro. Mas alerta para possível avanço de fraudes junto aos novos brasileiros bancarizados

Por: Graça Sermoud e Léia Machado, ⌚ 02/10/2020 às 16h07 - Atualizado em 08/10/2020 às 18h50

Há mais de um ano, o sistema financeiro do Brasil vem trabalhando na nova modalidade de pagamento instantâneo, o PIX. Mas os trabalhos foram intensificados no começo de 2020 e o serviço será lançado em 16 de novembro. No dia 05 de outubro começa a fase de cadastramento dos clientes que desejam usar o PIX como meio de pagamento.

 

Por mais que o setor financeiro no país seja um dos mais avançados do mundo, com altos investimentos em proteção nas transações como biometria e tokenização, para o PIX, alguns pontos ainda são desafiadores. Por exemplo, fraudes.

 

Durante a coletiva de imprensa online realizada hoje, 02, com o time da FEBRABAN, Leandro Vilain, Diretor de Política de Negócios e Operações na FEBRABAN, destacou que o mais desafiador será o processo de conscientização dos brasileiros para não caírem em golpes financeiros.

 

“70% das fraudes atuam em cima de engenharia social, explorando o elo mais fraco, no caso, os usuários finais. Como teremos novos bancarizados daqui pra frente, viveremos uma grande onda de novos acessos e é natural que o os fraudadores explorem essas pessoas. Seguimos destacando as melhores práticas já conhecidas no mercado para educar as pessoas a não clicarem em links desconhecidos e ficarem atentos a qualquer abordagem suspeita”, destaca.

 

Vilain garante que o mercado financeiro está atento aos desafios de Segurança e segue se preparando para essa grande onda de novos brasileiros entrando no sistema de transações. “Segurança é uma prioridade para nós e faz parte dos investimentos anuais na casa dos R$ 20 bilhões em Tecnologia da Informação. Somos um dos países mais seguros no mercado financeiro, utilizando cartões com chips, explorando uso de tokenização e biometria”, acrescenta.

 

Para o desenvolvimento do PIX, o grupo de trabalho de Segurança (GT SEG), coordenado pelo Banco Central e secretariado pela FEBRABAN, vem trabalhando desde 2019 em diversos aspectos de segurança para validar os processos de cadastramento dos clientes no PIX, além de portabilidade e reinvindicação de alguma transação.

 

O grupo está atento para analisar e tratar transações suspeitas, solicitando processos adicionais de autenticação ao usuário pagador, comunicando o cliente sobre prazo máximo de análise para uma transação suspeita ser concluída e mantendo todo ecossistema funcionando de forma segura.

 

O executivo também destaca que outro desafio é o prazo de lançamento do PIX. Por ser um sistema complexo entre instituições financeiras com gestão e controle do Banco Central, o serviço usará uma infraestrutura única e centralizada de liquidação das transações. Mesmo com esse desafio, Vilain garante que tudo estará pronto até o dia 16 de novembro, inclusive seguindo as recomendações de privacidade e Lei Geral de Proteção de Dados.

 

“Para o lançamento, o grupo de trabalho de Segurança endereçou todos os aspectos necessários do projeto. Mas é um trabalho contínuo, analisaremos a aderência do serviço no país e conforme for evoluindo, a proteção acompanha as demandas. Temos reuniões quinzenais sobre o tema e seguiremos dessa forma”, completa.

 

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