Momento do dado: o protagonista pede proteção

Cenário complexo de ataques cibernéticos somado às demandas de adequação à LGPD traz holofotes para a importância de proteger a informação e enxergar por onde ela trafega

Por: Léia Machado, ⌚ 03/09/2021 às 18h17 - Atualizado em 06/09/2021 às 18h39

O dado virou o protagonista nas estratégias de negócio e a Segurança da Informação vive um dos momentos mais históricos da atualidade: proteger todo o ciclo de vida desse dado, o bem mais importante para as empresas. Essa missão é ainda mais complexa em um cenário de constantes ataques cibernéticos e adequações à Lei Geral de Proteção de Dados.

 

De fato, a vida do CISO não está fácil. As demandas do business exigem uma nova visão da Segurança em relação ao dado, pois o negócio não pode parar, todos querem acesso e as infraestruturas tecnológicas estão migrando para nuvem. Aliás, essa mudança para ambientes de múltiplas clouds adiciona mais um elemento de complexidade para as equipes de SI enxergarem o dado e entender como proteger, de que maneira ele trafega em vários ambientes e de que forma está sendo manipulado.

 

“Como proteger o que você não vê? Essa pergunta é extremamente relevante quando falamos dessa diversidade de dados e ambientes”, pontua Vlad Amarante, Líder Regional LATAM & Iberia da Securiti. Na visão do executivo, o movimento para a nuvem está cada vez mais acelerado, mas o GAP é entender o ciclo de vida do dado no Multicloud, sabendo também que as regras da LGPD pedem pedidas de proteção em todos os ambientes.

 

Após o período mais angustiante para a Segurança, o início da pandemia com corrida para nuvem e infinidade de acessos remotos, e a LGPD que vigorou no meio deste caos, agora chegou o momento de repensar como o dado vai se comportar na diversidade de ambientes. Para Amarante, o mercado brasileiro está valorizando mais esse momento de protagonismo do dado, inclusive buscando recursos de Data Discovery para proteger a informação sensível e obter mais controle sobre o dado. Uma demanda em conectar a parte técnica com o teórico.

 

“Visibilidade. Essa palavra é a chave para reduzir a exposição e violação de dados. Meses atrás, as empresas estavam contratando consultorias e escritórios de advocacia para um levantamento de adequação à LGPD e registro de atividades de tratamento. Agora, o momento pede mais visibilidade de tudo o que foi mapeado, além de uma camada de inteligência com uma varredura técnica permitindo uma ação sobre o dado mal gerenciado”, acrescenta.

 

E essa exigência que a LGPD impôs de, se existe um repositório de dados, é preciso saber para qual finalidade as empresas estão coletando informações, como protegem e manipulam esses dados, corrobora com o momento atual de proteção. De um lado, os departamentos de negócio e jurídico com processos de uso, do outro, a TI subindo aplicações.

 

“Se entrarmos na ceara de vazamento de dados, a visibilidade é o ponto mais crítico. Com a diversidade de dados pessoais – que vai muito além do trivial CPF e possibilitam a identificação do titular, se eu não tiver tudo classificado e enxergar o que se passa nos ambientes, eu tenho um risco que não consigo nem mitigar”, alerta Vlad Amarante.

 

Estratégia

 

Para atender essas demandas, a Securiti está reforçando seu posicionamento global de atuação como um player orientado a dados, com foco em segurança, privacidade e governança de dados pautado no Data Intelligence. A companhia recebeu uma rodada adicional de investimentos da Cisco e Workday, o que permitiu duplicar a infraestrutura e operação global.

 

A empresa conta também com a chegada de novos executivos, como Alex Poulox, que assume como VP Global de Marketing, Parmeet Chaddha, ex-Google Cloud e chegará com a missão de estruturar a parte de suporte e experiência do cliente. Além de Matt Hickey, que veio da Palo Alto Networks para assumir o cargo de VP Global de Vendas da Securiti.

 

Outra novidade é uma aliança tecnológica com a SnowFlake, uma companhia que atua em análise de dados e big data. De acordo com Vlad Amarante, será uma grande oportunidade para a Securiti atuar em parceria na camada de proteção de dados, inclusive com monitoramento, segurança e anonimização. “A estratégia de entrada da Snowflake no Brasil é agressiva e estamos na fase de Go to Market em conjunto”, completa o executivo.

 

No Brasil, a Securiti enxerga momentos de expansão diante da demanda da proteção do dado e está com mais de 120 clientes de grande porte em solo nacional. A meta é fechar 2021 com 150 clientes e crescer mais em 2022. “Abrimos novas posições no Brasil para reforçar os times de vendas e suporte. Temos espaço para multiplicar os negócios no Brasil e na América Latina”, conclui.

 

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