Líderes de agências internacionais do governo têm planos para implementar Zero Trust

Pesquisa ouviu 300 decisores de Tecnologia para entender como uma estratégia de confiança zero pode ser inserida no contexto de cibersegurança. Apesar das expectativas, alto volume de investimento ainda é o ponto mais desafiador. Estudo foi apresentado durante Security Leaders Rio de Janeiro

Por: Bruno Silva, ⌚ 24/06/2022 às 19h09 - Atualizado em 27/06/2022 às 18h56

Um estudo promovido pela Market Connection, encomendado pela Appgate, ouviu 300 líderes de Tecnologia de agências do governo em fevereiro deste ano para entender como o Zero Trust está inserido no contexto e estratégias de cibersegurança. 52% dos respondentes têm um plano formal ativo para implementar esse conceito, entretanto, o alto custo de investimento na adoção de uma estratégia Zero Trust é um aspecto desafiador para 46% dos gestores.

 

Para mais da metade dos respondentes, a maior dificuldade em implementar esse conceito é equilibrar esses novos recursos no ambiente, eles acreditam que a infraestrutura vigente precisaria ser reconstruída ou substituída. Para superar esse gargalo, Leo Taddeo, CISO da Appgate e ex-agente do FBI, chama atenção para que as agências se abram para o conhecimento dos recursos fornecidos pelo Zero Trust.

 

“Agências deveriam focar em introduzir o Zero Trust gradualmente, priorizando áreas mais necessitadas e assegurando ambientes mais seguros”, diz o executivo durante o Congresso Security Leaders Rio de Janeiro, que aconteceu nesta semana no formato híbrido. Taddeo destaca também que em um cenário de grande compartilhamento de dados entre agências e órgãos públicos, é preciso estabelecer uma camada protetora de dados e acessos.

 

“Mesmo com os legados presentes em grandes organizações e agências do governo, é preciso se envolver em uma estratégia que não seja mais baseada em perímetro, considerando todo acesso confiável. O Zero Trust exige que todas as requisições de acesso sejam autenticadas e autorizadas antes que a conexão seja feita”, pontua o executivo.

 

Ele acrescenta que os respondentes da pesquisa indicaram progressos significativos em termos de maturidade em Segurança Cibernética e Infraestrutura. A maioria reconhece que a implementação do Zero Trust é uma abordagem estratégica que poderá aumentar os recursos de proteção, priorizando a gestão dos riscos cibernéticos. Entretanto, muitas agências perceberam que precisam de mais automação para alcançar um nível mais alto de maturidade de Zero Trust.

 

“Até recentemente, o Zero Trust era uma obscuridade para muitos líderes no governo, mas a experiência com esse conceito está crescendo e indica uma evolução nos próximos anos”, completa. A palestra completa do CISO e ex-agente do FBI está disponível no canal da TVD no YouTube, assim como toda a programação do Security Leaders Rio de Janeiro.

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