DeepRay: Inteligência Artificial para combater o cibercrime

Nova tecnologia detecta malwares camuflados com base em padrões associados ao comportamento familiares dos códigos maliciosos e oferece uma economia considerável de recursos de máquina

Por: Redação, ⌚ 29/01/2019 às 17h35 - Atualizado em 29/01/2019 às 17h35

A G Data anunciou o lançamento do uma nova tecnologia baseada no aprendizado de máquina que pretende mudar as regras do jogo na luta contra o cibercrime. O G Data DeepRay é o resultado de vários anos de pesquisa e desenvolvimento dos especialistas do G Data Labs, baseada no aprendizado automático e com a ajuda da Inteligência Artificial (IA) e que levará a detecção de ameaças a um nível superior, segundo a empresa.

 

O G Data DeepRay melhora a detecção de códigos maliciosos e descobre malwares escondidos nos sistemas e memória dos dispositivos. A ofuscação do malware é um dos elementos que garante o sucesso das ameaças e muitas aplicações que escondem os códigos maliciosos são oferecidos na Deep Web. São ferramentas que democratizam a “profissão” dos cibercriminosos e permitem que qualquer pessoa má intencionada, mesmo com pouco conhecimento técnico, desenvolva novos vírus de computador.  De acordo com a G Data, a tecnologia DeepRay usa inteligência artificial para classificar o potencial malware baseado em mais de 150 fatores, oferecendo uma estimativa de risco para cada arquivo analisado e tomando decisões automaticamente.

 

“O G Data DeepRay é capaz de superar as diversas camadas que camuflam o malware e chega ao seu núcleo, permitindo, consequentemente, bloquear – em tempo real – as campanhas realizadas pelos cibercriminosos e melhorar significativamente a proteção global aos usuários. Com o lançamento, podemos afirmar que nossos clientes hoje já estão protegidos das ameaças de amanhã”, comenta Andreas Lüning, fundador e CEO da G Data Software.

 

G DATA DeepRay trabalha com uma rede neural composta de vários “perceptrons” para identificar e analisar processos suspeitos e trabalha com um algoritmo em contínuo processo de melhoria, graças ao aprendizado adaptativo e à própria experiência dos analistas da G Data Labs.

 

“Por exemplo, arquivos executáveis são classificados usando uma variedade de indicadores, incluindo a relação entre o tamanho do arquivo e código executável, a versão do compilador e do número de funções do sistema importados. Se o DeepRay marcar um arquivo como suspeito, uma análise profunda é feita na memória do processo correspondente. Isso envolve a identificação de padrões associados a famílias de malware ou uma ampla gama de comportamentos maliciosos”, explica Lüning. “Graças ao DeepRay, as soluções de segurança G Data detectam arquivos maliciosos ocultos de forma eficaz, em uma velocidade que permite que possamos evitar danos – muitas vezes irreversíveis – causados por malware desconhecido, mesmo nos estágios iniciais da infecção”, acrescenta.

 

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