YouTube pagará multa de US$170 mi por coletar dados sobre crianças

Acusação é o monitoramento dos espectadores de canais infantis usando cookies, sem o consentimento dos pais, para vender milhões de dólares em anúncios direcionados a esses espectadores.

Por: Redação, ⌚ 04/09/2019 às 13h13 - Atualizado em 04/09/2019 às 13h13

O Google, da Alphabet, e seu serviço de vídeo do YouTube pagarão 170 milhões de dólares para resolver as acusações de que infringiram a lei federal ao coletar informações pessoais sobre crianças, informou a Federal Trade Commission (FTC) nesta quarta-feira.

 

O acordo com a FTC e a promotoria geral de Nova York, que receberá 34 milhões de dólares, é o maior desde que uma lei que proíbe a coleta de informações sobre crianças menores de 13 anos entrou em vigor em 1998. A lei foi revisada em 2013 para incluir cookies, usados para rastrear os hábitos de visualização de uma pessoa na internet.

O YouTube foi acusado de monitorar os espectadores de canais infantis usando cookies, sem o consentimento dos pais, para vender milhões de dólares em anúncios direcionados a esses espectadores. O Google se recusou a comentar quando este acordo vazou na semana passada.

Na denúncia, o governo disse que o YouTube se aproveitou de sua popularidade entre as crianças com empresas como Mattel e Hasbro. Ele disse à Mattel que “o YouTube é hoje o líder em alcançar crianças entre 6 e 11 anos contra os principais canais de TV”, segundo a denúncia.

“O YouTube se aproveitou de sua popularidade entre as crianças a potenciais clientes corporativos”, afirmou Joe Simons, presidente da FTC. “No entanto, quando se tratava de cumprir (a lei federal que proíbe a coleta de dados sobre crianças), a empresa se recusou a reconhecer que partes de sua plataforma eram claramente direcionadas para crianças”.

Além da multa, o acordo proposto exige que a empresa se abstenha de violar a lei no futuro e notifique os proprietários do canal sobre suas obrigações de obter o consentimento dos pais antes de coletar informações sobre os filhos.

 

Por Agência Reuters



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