Virtualização: sua empresa está preparada?

Segundo Marcia Garcia, gerente de projetos da Arcon, processo aumenta eficiência e agilidade de empresas, trás economia e mobilidade, mas precisa de alguns cuidados para não se tornar uma porta de entrada para ameaças cibernéticas

Por: Redação, ⌚ 18/01/2018 às 15h10 - Atualizado em 18/01/2018 às 15h10

Virtualização é o processo de criar uma representação baseada em software (ou virtual) de algo, em vez de um processo físico, podendo ser aplicado em: aplicativos, servidores, armazenamento e redes. Cada vez mais utilizado, a virtualização reduz as despesas de TI e aumenta a eficiência e a agilidade em empresas de todos os portes.

 

Tipos de Virtualização

 

  • Virtualização de servidor: na maioria dos ambientes os servidores são subutilizados, operando muito abaixo de sua capacidade. Com a virtualização podem ser criadas várias máquinas virtuais, cada uma com acesso aos recursos computacionais do servidor. Os benefícios são inúmeros: os recursos do servidor são utilizados de forma eficiente reduzindo custos e novas aquisições de servidores, agilidade na implantação de cargas de trabalho, etc.

 

  • Virtualização de desktop: utilizado em casos de trabalhadores externos e estrutura com filiais.

 

  • Virtualização de rede: é a reprodução completa de uma rede física no software. Os aplicativos são executados na rede virtual exatamente da mesma maneira como se estivessem em uma rede física. Dessa forma, ela oferece os mesmos recursos e garantias de uma rede física e ainda fornece os benefícios operacionais e a independência de hardware da virtualização. O resultado da virtualização de redes é a redução do número de componentes físicos como switches, roteadores, servidores, cabos e hubs, necessários para criar várias redes independentes. Esse tipo de virtualização é popular principalmente no setor de telecomunicações.

 

  • Armazenamento definido por software: a virtualização de armazenamento abstrai os discos e as unidades flash dos servidores, combinando-os em pools de armazenamento de alto desempenho e os fornecendo como software. O armazenamento definido por software (SDS) é uma nova abordagem que possibilita um modelo operacional basicamente mais eficiente.

 

Benefícios da Virtualização

 

  • Redução das despesas operacionais com investimento em novas máquinas

 

  • Otimização dos recursos existentes e economia, tanto em energia quanto de espaço físico

 

  • Melhor aproveitamento dos recursos dos servidores, onde a taxa de uso do servidor pode chegar a 90%

 

  • O tempo de inatividade é substancialmente reduzido

 

  • Aumento da produtividade, eficiência, agilidade e capacidade de resposta da TI

 

  • Agiliza o processo de aprovisionamento de aplicativos e recursos

 

  • Simplifica o gerenciamento da TI

 

A virtualização usa software para simular a existência de hardware e criar um sistema de computadores virtual.

 

Com isso, as empresas podem executar mais de um sistema virtual, além de vários sistemas operacionais e aplicativos, em um único servidor.

 

Máquina virtual – VM

 

Através da virtualização podemos ter diversos computadores “virtuais” operando de maneira “independente” dentro de um único computador físico. Essas “máquinas virtuais” ou “VM” ” (sigla em Inglês para Virtual Machine) oferecem os mesmos recursos que computadores físicos, mas que não existem fisicamente. A VM atua como uma máquina distinta, ou seja, cada uma possui seu próprio sistema operacional, endereço IP na rede e funciona exatamente como os servidores físicos.

 

Colocar múltiplas VMs em um único computador ou servidor permite que vários sistemas operacionais e aplicativos sejam executados em um só servidor físico ou “host”. Cada VM criada pode ter configurações diferentes, ou seja, uma com mais memória, outra com mais processador e assim por diante.

 

A VM é criada através de um programa de software que divide os recursos físicos para que sejam utilizados por diferentes ambientes virtuais. Esse programa é chamado de Hypervisor. Os mais modernos permitem inclusive dividir o tráfego de acordo com as prioridades definidas para cada VM.

 

Orientações de SI

 

  • Avalie a capacidade do servidor antes de criar as VMs, certifique-se de que o servidor irá suportar a nova carga para isso e considere os requisitos de armazenamento, backup, failover e recuperação.

 

  • Cuide da segurança do hypervisor ou virtual machine monitor (VMM) da mesma forma que cuidaria em caso de máquinas físicas normais.

 

  • Backup: defina qual o tipo de backup será realizado e sua periodicidade. É importante realizar o backup de cada VM. O mais usual é realizar somente o backup dos dados que, dependendo se sua importância para o negócio da empresa, deverá ser realizado diariamente. Automatizar o backup é uma prática recomendada.

 

  • Avaliar o desempenho da performance do banco de dados antes e depois da migração para o ambiente virtualizado para verificar se o tempo de resposta foi mantido, melhorado ou piorado. Caso haja necessidade, através dos registros da análise feita antes da migração, pode ser avaliada a solução para melhorar o desempenho.

 

  • Reserve de 30% a 40% dos recursos do hardware para casos de desastre pois o sistema precisará para garantir a disponibilidade dos servidores.

 

  • Importante verificar a compatibilidade do hardware e do software que irá virtualizar.

 

  • Utilize padrões para criação e identificação das VMs pois muitas possuem similaridades, o que num ambiente desorganizado pode resultar em graves problemas. Definir um responsável para o processo é uma prática recomendada.

 

  • Elabore diretrizes para a configuração da segurança em máquinas virtuais e físicas e realize auditorias regularmente nos sistemas para verificar se as regras estão sendo cumpridas.

 

  • As atualizações realizadas nos ambientes físicos devem ser feitas também nas máquinas virtuais.

 

  • Utilize a criptografia em cada VM para aumentar a segurança de suas informações.

 

A virtualização proporciona inúmeros benefícios para a TIC. Claro que, como toda tecnologia, possui seus pontos de atenção, mas nada que uma boa administração e uma equipe comprometida e competente não tire de letra. A questão agora é: sua empresa e, principalmente, sua equipe estão preparadas?

 

* Marcia Garcia é gerente de projetos da Arcon

 



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