Riscos ocultos dos softwares ilegais

Antonio Eduardo Mendes da Silva, country manager da BSA do Brasil, alerta: maior dano para quem usa softwares não licenciados é o da segurança da informação, pois quem opta por esse caminho deixa de receber orientações primárias de segurança e não obtém atualizações de proteção.

Por: Redação, ⌚ 06/11/2019 às 14h23 - Atualizado em 05/11/2019 às 14h36

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Muito se fala sobre o fato de vivermos uma ‘era do conhecimento’ e que, nesse contexto, dados podem ser considerados ‘uma nova moeda’ em nossa sociedade.  Diante desse cenário, faz-se oportuna a reflexão: você realmente tem controle sobre o conhecimento gerado por você, por sua empresa e sobre os dados pessoais e profissionais que lhe dizem respeito?

 

Por mais precavidas que as pessoas e empresas acreditem estar, sempre é válido repensar hábitos, comportamentos e procedimentos para certificar-se disso. Um dos principais gaps nesse tema diz respeito ao uso de softwares ilegais.

 

O maior dano para quem usa softwares não licenciados é o da segurança da informação, pois quem opta por esse caminho deixa de receber orientações primárias de segurança e não obtém atualizações de proteção. Isso dá margem para que o sistema adotado fique mais vulnerável aos malwares – aplicações que roubam dados das máquinas.

 

Já pensou na possibilidade de todos os seus dados, como informações de contas bancárias, fornecedores, informações pessoais de colaboradores, clientes e sócios, entre outros, serem disseminados sem o seu conhecimento ou mesmo sumariamente excluídos dos seus registros? Saiba que este é um cyber risco que você corre ao utilizar sistemas ilegais: todos os seus dados ficam vulneráveis e sob risco constante de vazamento.

 

Trata-se de um cenário suscetível a prejuízos econômicos e sociais por impactos que podem afetar o desempenho e a reputação da empresa. A Pesquisa de Software Global da BSA, realizada em parceria com a IDC desde 2011 em mais de 110 economias nacionais e regionais, mostra que 37% dos softwares instalados em computadores no mundo todo são ilegais. No Brasil, esse índice era de 46% em 2017 (dado mais recente disponível). Esse mesmo estudo indica que cada ataque de malware pode custar US$ 2,4 milhões, em média, e pode levar até 50 dias para ser resolvido.

 

Uma ocorrência de vazamento de dados confidenciais chega com uma velocidade impressionante aos internautas e, consequentemente, à mídia. A sua reputação ficará manchada e pode ser bastante complicado recuperar a confiança do mercado. Sem contar que responder a um processo judicial por uso de programas irregulares também macula o nome da empresa e gera novas despesas.

 

Outra questão bastante comum ligada ao uso de software ilegal é o mau desempenho do sistema. Se o programa não é original, você também não contará com uma manutenção adequada e estará muito mais suscetível ao travamento, erros irreparáveis, bugs inesperados e perdas definitivas de dados, impactando negativamente na produtividade.

 

Os meses finais do ano surgem como oportunidade para reavaliar a conduta quanto aos softwares utilizados, promovendo um amplo diagnóstico e gerenciamento estratégico de ativos de software. Certamente é um investimento que o excluirá das estatísticas negativas e, ao mesmo tempo, contribuirá para o desenvolvimento da sua empresa e da nossa nação como um todo, progredindo em níveis de confiabilidade também aos olhos do mercado internacional.

 

*Antonio Eduardo Mendes da Silva (Pitanga) é country manager da BSA no Brasil

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