Metade dos internautas já foi alvo de golpes online

Pesquisa da B2B International mostrou que 48% dos consumidores sofreu algum tipo de infração, resultando na divulgação de informações sigilosas com fins lucrativos, no período de 12 meses

Por: Redação, ⌚ 03/06/2016 às 15h14 - Atualizado em 08/06/2016 às 15h16

Uma pesquisa da Kaspersky Lab e da B2B International mostrou que 48% dos consumidores já foram alvo de golpes, que resultaram na divulgação de informações sigilosas com fins lucrativos, no período de 12 meses. Este índice reflete o aumento da diversidade e do número de ciberameaças financeiras, como e-mails suspeitos parecendo ser de um banco (22%), e-commerce falso (15%) e páginas de phishing para roubar informações financeiras (11%) das vítimas.

O estudo mostrou ainda que, nos casos bem-sucedidos, as vítimas tiveram prejuízos estimados em US$ 283 em média e, um quinto delas (22%), perdeu mais de US$ 1.000. Apenas metade (54%) das vítimas desses ciberataques recuperou todo o valor perdido e um quarto (23%) não conseguiu reaver nada.

“Cerca de 95% dos programas maliciosos desenvolvidos no Brasil visam o roubo de credenciais de Internet Banking e números/senhas de cartões de crédito. Além disso, vimos cibercriminosos explorando e buscando novas maneiras de enganar os internautas. Por este motivo é essencial a prevenção para realizar transações financeiras online ou interagir com comunicados enviados pelos bancos. Recomendamos fortemente que todos os usuários tenham uma solução de segurança para se proteger e evitar essas perdas”, afirma Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky Lab no País.

De acordo com o dado mais recente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), os prejuízos causados por golpes em canais eletrônicos somaram R$ 1,8 bilhão em 2015. “Existe muita colaboração entre os departamentos de combate à fraude dos bancos e a comunidade de segurança que assegure uma proteção para evitar estas perdas, proteger a reputação das instituições e manter a confiança dos clientes. Os usuários esperam que as empresas de serviços financeiros monitorem diariamente o surgimento de novas ameaças e garantam a segurança das transações online”, acrescenta Assolini.



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Rangel Rodrigues
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