Hackers norte-coreanos faturam milhões em criptomoedas

Pesquisadores revelaram que ciberataques recentes, promovidos por hackers da Coreia do Norte, renderam milhões de dólares em bitcoins; valorização do ativo digital é saída para país que se encontra isolado sob sanções internacionais devido aos programas nucleares e lançamento de mísseis

Por: Redação, ⌚ 21/12/2017 às 17h47 - Atualizado em 21/12/2017 às 17h47

Uma série de recentes ataques cibernéticos rendeu milhões de dólares norte-americanos em moedas virtuais, como o bitcoin, para hackers da Coreia do Norte e mais ataques são esperados à medida que as sanções internacionais levam o país a buscar novas fontes de recursos, disseram pesquisadores.

 

Os hackers apoiados pelo governo da Coreia do Norte foram responsabilizados por um crescente número de ataques cibernéticos, incluindo o chamado ataque WannaCry que paralisou hospitais, bancos e outras empresas em todo o mundo este ano.

 

Os analistas afirmam que o crescimento explosivo do valor do bitcoin faz com que a moeda virtual e outras criptomoedas sejam alvo atraente para a Coreia do Norte, que está cada vez mais isolada sob as sanções internacionais impostas por causa de seus programas de armas nucleares e de mísseis.

 

Os pesquisadores da Coreia do Sul, que hospedam algumas das mais movimentadas bolsas de moedas virtuais do mundo e que respondem por 15 a 25 por cento das transações mundiais de bitcoins em qualquer dia, disseram que os ataques neste ano a bolsas como Bithumb, Coinis e Youbit possuem as impressões digitais de hackers da Coreia do Norte.

 

A Coreia do Norte rejeitou as acusações de que esteja envolvida nos ataques cibernéticos.

 

Um porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, que lidera os assuntos da Coreia do Norte, disse na segunda-feira (18) que o governo estava considerando “contramedidas”, incluindo mais sanções, sobre os ataques cibernéticos.

 

O serviço de inteligência da Coreia do Sul informou que cerca de 7,6 bilhões de wons (7 milhões de dólares) em criptomoedas foram roubadas nos ataques anteriores em múltiplas bolsas, de acordo com o jornal Chosun Ilbo da Coreia do Sul. Mas esse valor poderia agora valer cerca de 90 bilhões de wons coreanos (82 milhões de dólares), disse à Reuters Moonbeom Park, pesquisador da Agência de Segurança e Internet da Coreia do Sul.

 

O código utilizado nos ataques durante o verão foi “praticamente idêntico” aos ataques anteriores conectados à Coreia do Norte, disse o pesquisador.

 

Cristiana Brafman Kittner, principal analista da empresa de segurança cibernética FireEye, disse que não poderia confirmar se a Coreia do Norte realmente roubou moedas virtuais, mas disse que os hackers ligados ao país tinham mirado “múltiplas bolsas” nos últimos seis a nove meses.

 

“Nós acreditamos que algumas das atividades criminosas que estamos observando originárias da Coreia do Norte são resultado do regime que busca fontes alternativas de receita”, disse ela.

 

“Os atores da ameaça cibernética da Coreia do Norte apresentam um risco imediato para o setor de serviços financeiros em todo o mundo.”

 

* Com informações da Agência Reuters

 



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