Fraude de identidade sintética é uma das que mais cresce no meio digital 

Dados são do relatório The Fraud Beat 2019, elaborado pela Cyxtera, que estima prejuízos de US$ 1,2 bi somente nos Estados Unidos 

Por: Redação, ⌚ 03/12/2019 às 18h59 - Atualizado em 03/12/2019 às 18h59

Apesar de demandar tempo para ser criada, a identidade sintética, fraude na qual os cibercriminosos geram uma nova identidade utilizando uma combinação de informações verdadeiras e falsas, com o objetivo de abrir contas fraudulentas e fazer compras, tornou-se uma ferramenta queridinha para os golpistas. Isso porque a maior parte das vítimas não está preparada para detectá-la. De acordo com dados da edição deste ano do The Fraud Beat, relatório elaborado pela Cyxtera, trata-se da fraude de identidade que cresce mais rapidamente, representando atualmente 85% de todos os incidentes do gênero.

 

A  pesquisa revela ainda que houve um aumento de 60% nas ocorrência de identidade sintética nas empresas entre 2017 e 2018, tendência que segue neste ano e que deve continuar forte em 2020. A previsão é que o golpe causará mais de US$1,2 bilhão em prejuízos, somente nos Estados Unidos.

 

“A popularidade da fraude deve-se ao fato de que os criminosos podem facilmente criar identidades falsas com apenas alguns dados verdadeiros da vítima, como nome e número de um documento de identificação”, explica David López, vice-presidente da Cyxtera para América Latina. Segundo o The Fraud Beat, mais de 60% dos incidentes do tipo exploram a identidade de crianças com idade entre 0 e 7 anos. Os dados apontam também que 800 mil pessoas falecidas têm suas identidades roubadas a cada ano.

 

“Devido à natureza e à novidade do ataque, é quase impossível medir o escopo completo da fraude de identidade sintética”, afirma López, que completa: “os provedores de gerenciamento de fraudes oferecem soluções para isso, mas o setor como um todo ainda tem ficado para trás”.



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Rangel Rodrigues
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