Empresas devem abraçar a diversidade de gênero nas funções de segurança e gerenciamento de riscos

Pesquisas do Gartner indicam que, atualmente, para cada 100 executivos de segurança e gestão de risco no mercado, apenas 25, em média, são mulheres.

Por: Redação, ⌚ 13/08/2019 às 11h13 - Atualizado em 12/08/2019 às 16h51

Pesquisas do Gartner indicam que, atualmente, para cada 100 executivos de segurança e gestão de risco no mercado, apenas 25, em média, são mulheres. A boa notícia é que, como os benefícios da diversidade estão sendo mais percebidos a cada dia, esse número tende a aumentar em quase 15% nos próximos anos.

“Embora esse cenário nos exija uma leitura bastante sóbria, podemos dizer que o fluxo geral de mão de obra está caminhando para uma relação homem-mulher mais equilibrada, o que significa que, com o tempo, é provável que haja mais líderes femininas no mercado”, afirma Roberta Witty, VP Analyst do Gartner.

Para avaliar este ambiente, o Gartner realizou a Pesquisa Diversidade de Gênero em Segurança e Gestão de Risco, que explorou como a diversidade de gênero afeta a capacidade de uma organização de gerenciar seus objetivos nessa área.

 

Entre os principais resultados, o levantamento indica que equipes com maior diversidade de gênero superam em cerca de 50% a performance observada em grupos mais homogêneos e menos inclusivos. A pesquisa descobriu que os líderes de equipes de tecnologia mais inclusivas eram mais propensos a dizer que suas equipes superavam os grupos de trabalho não-inclusivos em todas as sete medidas estudadas, incluindo a implementação de novas ideias e a tomada de decisões oportunas.

 

Outro ponto importante é que a exposição precoce às disciplinas de segurança e gestão de risco é um fator importante para desenvolver candidatos mais qualificados, além de contribuir para a equidade de gênero. Por isso, o Gartner recomenda que as empresas direcionem esforços às mulheres enquanto ainda estão na escola para atraí-las para a carreira em segurança e gestão de risco.

 

“As organizações podem ganhar mais ao aumentar o fluxo geral de mão-de-obra para segurança e gestão de risco, estabelecendo parcerias com instituições de ensino fundamental, médio e superior para apresentar a carreira para mulheres jovens”, diz Witty. “Não se concentre apenas em programas educacionais técnicos. É possível abordar programas acadêmicos de outras linhas para garantir que as mulheres entendam o valor de uma carreira na área de segurança cibernética”.

 

Isso é importante, pois, de acordo com a pesquisa, as mulheres acham que as profissões de segurança e gestão de risco são excelentes carreiras. Por outro lado, é necessário realizar esforços concentrados para mantê-las neste mercado; caso contrário, as mulheres podem deixar suas posições para encontrar um ambiente de trabalho mais transparente, inclusivo e solidário em outros lugares e setores.

 

Os líderes entrevistados acreditam que patrocinar e orientar mulheres de alto potencial irá melhorar o recrutamento e a retenção de talentos femininos na gestão de segurança e risco. As forças-tarefa de diversidade são extremamente importantes, mas é preciso ir além da contratação e aplicar treinamentos obrigatórios de diversidade, testes de trabalho e sistemas de queixas que sejam benéficos para consolidar a diversidade organizacional.

 

Implementar práticas de recrutamento que abracem a diversidade de gênero, treinamentos dedicados a mitigar a discriminação e usar práticas de retenção que promovam as mulheres à liderança e às posições executivas são essenciais. Além disso, o Gartner indica a promoção de práticas de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, como horários de trabalho flexíveis, como um diferencial competitivo que pode melhorar a retenção e o recrutamento de mulheres no mercado de trabalho.

 

As pessoas querem trabalhar onde sabem que serão aceitas e respeitadas por sua formação, habilidades e conhecimento únicos. É uma situação de ganha-ganha para todas as partes. Esses esforços irão contribuir com a maioria das organizações que vão exceder suas metas financeiras até 2022, equipando os times da linha de frente da tomada de decisão com uma cultura de diversidade e inclusão.



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Rangel Rodrigues
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