Previsões de cibersegurança para 2019

Grandes e pequenas empresas começam a se adaptar à Lei Geral de Proteção de Dados

Por: Redação, ⌚ 09/01/2019 às 14h42 - Atualizado em 09/01/2019 às 15h03

A criação da Agência de Proteção de Dados (ANPD) já no final do Governo Temer traz à tona a importância das empresas se preparem para o novo cenário regulatório no Brasil com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). O tempo para a preparação e cumprimento das normas se encerra em 2020, no entanto, enfrentamos um cenário em que o mercado ainda não está preparado. Grandes e médias empresas devem incluir em seu orçamento um projeto de adequação à norma, tendo em vista, também, que a multa pode chegar até R$ 50 milhões por infração, além de estarem sujeitas a arcarem legalmente com a responsabilidade civil pelo vazamento de dados de seus clientes.

 

Casos como o da NETSHOES, no qual foi aplicada uma multa considerável, serão recorrentes se as companhias não se atentarem a esses cuidados com segurança da informação. Há pouco, uma empresa teve seus dados encriptados por um Ransomware e decidiu pagar em detrimento de tomar as medidas corretivas para evitar que isso se repita. Se este pensamento seguir adiante mesmo com a Lei Geral de Proteção de Dados a tendência é que muitas empresas sejam notificadas no futuro.

 

Grupos relacionados com terrorismo atacarão centros populacionais com Crimeware

 

Embora grupos terroristas tenham atormentado organizações e indivíduos por anos, prevemos mais ataques potencialmente destrutivos em 2019. Em vez de quebrar sistemas com ransomware, os adversários usarão novas ferramentas para realizar ataques prejudiciais a indivíduos e organizações específicas. De ataques à integridade de dados, que essencialmente matam computadores até o ponto de substituições de hardware obrigatórias, às novas tecnologias para ataques físicos, como o recente ataque de drones na Venezuela, as superfícies de ataque estão crescendo e os inimigos vão se aproveitar disso. Para combater isso, as organizações devem fazer um inventário de seu cenário de ataque para identificar e aplacar possíveis ameaças antes que elas sejam exploradas.

 

 Haverá uma revolta dos compradores de segurança no custo crescente dos serviços

 

À medida que o setor de segurança cresce, o custo dos serviço e o número de violações crescem também. De fato, o relatório Verizon DBIR de 2018 identificou mais de 53.000 incidentes de segurança neste ano, incluindo 2.216 violações de dados confirmadas. À medida que o ciclo interminável de ataques cibernéticos continua, o setor de segurança sofrerá ataques de seus clientes por perpetuar uma carga crescente de custos que não é produtiva para a missão de uma organização. Uma tecnologia melhor deve permitir que os clientes gerenciem seus custos de forma mais eficaz, e as organizações que não entenderem isso enfrentarão ondas de reação negativa no ano novo.

 

Tecnologia baseada em inteligência artificial distinguirá dados sensíveis de dados não sensíveis

 

Atualmente, a análise de dados para determinar o que é sensível versus não sensível é um processo manual. Os usuários precisam classificar os dados, mas os usuários são preguiçosos. Em 2019, a tecnologia baseada em IA ganhará a capacidade de aprender o que é sensível e classificá-lo automaticamente. Esse desenvolvimento exigirá uma consideração maior sobre como gerenciar esses dados e, além disso, como controlá-los.

 

As empresas também estão começando a automatizar os testes de invasão, permitindo que os pentesters trabalhem em red teams / pentests mais exclusivos ou avançados. Além disso, esses processos automatizados permitem a validação de controle, o que reduz os custos e fornece aos pesquisadores um maior grau de segurança. Para acompanhar esse crescimento rápido, as empresas tradicionais precisarão acomodar a automação, desenvolvendo suas soluções ou buscando integrações com novos fornecedores do setor com foco em automação.

 

Métodos biométricos atuais aumentarão as penalidades e riscos de privacidade

 

Embora algumas organizações estejam atualmente adotando a análise comportamental do usuário final em suas redes, essas tecnologias podem ser caras e aumentar os riscos de brechas de privacidade. Os dados estão sendo coletados e processados no terminal, deixando-os suscetíveis a ataques. Em 2019, as organizações devem começar a adotar a autenticação contínua para proteger informações cruciais de identificação. Com essa tecnologia, os rastros biométricos dos usuários finais poderão determinar a identidade sem incorrer em brechas de privacidade, riscos e custos que a biometria tradicional ou a análise comportamental central geralmente enfrentam.

 

 



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