Chefe de inteligência dos EUA alerta para ameaça cibernética à infraestrutura crítica

Rússia, China, Irã e Coreia do Norte estão lançando ataques cibernéticos diários nas redes de computadores das agências governamentais federais, estaduais e municipais, corporações e instituições acadêmicas dos EUA, disse o diretor de Inteligência Nacional, Dan Coats

Por: Redação, ⌚ 16/07/2018 às 17h23 - Atualizado em 16/07/2018 às 17h23

O chefe de inteligência dos Estados Unidos alertou nesta sexta-feira (13) que a ameaça de um ataque cibernético devastador sobre a infraestrutura crítica dos Estados Unidos estava crescendo, dizendo que as “luzes de aviso estão piscando de novo” quase duas décadas após os ataques de 11 de setembro de 2001.

 

Rússia, China, Irã e Coreia do Norte estão lançando ataques cibernéticos diários nas redes de computadores das agências governamentais federais, estaduais e municipais, corporações e instituições acadêmicas dos EUA, disse o diretor de Inteligência Nacional, Dan Coats. Dos quatro, “a Rússia tem sido o ator estrangeiro mais agressivo, sem dúvida”, disse.

 

Coats falou pouco depois de o Departamento de Justiça dos EUA ter anunciado a acusação de 12 oficiais russos de inteligência militar por invadirem os computadores da campanha presidencial de 2016 de Hillary Clinton e organizações do Partido Democrata.

 

A acusação e os comentários de Coats ocorreu três dias antes de o presidente norte-americano, Donald Trump, se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, na primeira cúpula oficial de Trump com Putin.

 

Coats alertou que a possibilidade de um “ataque cibernético em nossa infraestrutura crítica” por um ator estrangeiro está crescendo.

 

Ele comparou os ataques cibernéticos diários às “atividades alarmantes” que as agências de inteligência dos EUA detectaram antes da Al Qaeda realizar o ataque terrorista mais devastador contra os EUA em 11 de setembro de 2001.

 

A China, disse Coats, tem como principal objetivo roubar segredos militares e industriais e possui “recursos que talvez a Rússia não tenha”. Mas ele disse que Moscou pretende minar os valores dos EUA e as instituições democráticas.

 

* Com informações da Agência Reuters

 



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