Vivo traz ElevenPaths para o Brasil

A estratégia é atuar junto às grandes empresas como parceiro de segurança, inclusive nos projetos de LGPD e montar um modelo de proteção via serviço para pequenas e médias empresas

Por: Graça Sermoud, ⌚ 14/03/2019 às 17h31 - Atualizado em 18/03/2019 às 17h48

Depois de 15 anos atuando informalmente no Brasil, a unidade global de cibersegurança do Grupo Telefónica, ElevenPaths, foi lançada no País. Hoje já são 1.200 clientes em solo brasileiro. A ideia é avançar no mercado corporativo oferecendo uma plataforma de segurança mais robusta, turbinada pelos produtos ElevanPaths.

 

A solução será oferecida tanto por meio de Serviços Gerenciados quanto diretamente, por conta de um time composto de mil vendedores e mais 100 profissionais especializados na nova unidade. Hoje, além de Brasil, o grupo Telefónica possui mais 10 SOCs no mundo.  A divisão de cibersecurity da Vivo já é considerada, segundo a empresa, a quinta maior na área de serviços gerenciados no País.

 

“A chegada da ElevenPaths fortalece nossa estratégia e nos permite ter um portfólio completo, inclusive com as famosas rotinas de pentest, onde temos muita competência”, frisou Alex Salgado, VP B2B da Vivo. O executivo lembrou que um dos diferenciais da ElevenPaths são as certificações mundiais. Além disso, a empresa hoje integra o Global Telco Security Alliance e o Cyber Threat Alliance.

 

Para Chema Allonso, chairman da ElevenPaths e CDO do Grupo Telefónica, uma das características da ElevenPaths é o desenvolvimento próprio de soluções de cibersecurity, com várias patentes contabilizadas. Mesmo em segmentos emergentes como Inteligência Artificial, Blockchain e IOT a ideia da empresa é ter soluções próprias.

 

Aqui no Brasil, a estratégia da unidade de cybersecurity para o mercado enterprise é manter as parcerias já existentes com fabricantes de soluções de segurança, mas acrescentar o portfólio da ElevenPaths na oferta e focar na proteção de toda a cadeia, partindo da conectividade.

 

A expectativa será ampliar o número de clientes atendidos pelo SOC, mas haverá uma atuação direta nos clientes corporativos com a oferta de soluções pontuais para complementar suas arquiteturas de segurança.

 

No segmento de pequenas e medias empresas, a intenção e ter uma oferta mais acessível em termos de preço, com soluções modulares no modelo serviço. A partir de abril, essas ofertas estarão moldadas para esse segmento de empresas, de olho nas 100 milhões de conexões que a Vivo contabiliza hoje no Brasil.

 

Com isso a operadora vislumbra um grande contingente de empresas que não possui um modelo mínimo de proteção contra ataques cibernéticos e perdas de dados.

 

Falando em perdas de dados, a adequação à LGPD também está na mira da carrie. Segundo Chema Allonso, a Telefónica participou de vários projetos de adequação à GDPR europeia e pretende trazer para o Brasil esse expertise.

 

Segundo ele, estamos vivendo uma nova era dos dados, em que os clientes e a sociedade em geral estão preocupados com privacidade. “As empresas terão que mudar seus modelos de captura e proteção de dados para se adequar à nova realidade”, frisou ele.

 

Alex Salgado, VP de B2B, confirmou que a experiência adquirida pelo grupo na Espanha com projetos de GDPR também irão representar um diferencial da empresa no Brasil. Segundo ele, esses projetos serão tropicalizados e oferecidos aos clientes corporativos.

 

Questionado sobre a decisão de só agora lançar a ElevenPaths no Brasil, justamente quando o mercado está às voltas com a LGPD, Alex Salgado acredita que, sim, é um bom momento, mas também pela importância que o tema segurança alcançou após os famosos ataques cibernéticos como WannaCry e Petya.

 



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