Três pilares devem permear a SI: visibilidade, controle e monitoramento comportamental

Durante a 2ª edição do Atmosphere, evento regional da Aruba, executivos da marca destacaram que modelos de negócios digitais só tendem a evoluir e que a Segurança terá que contar com o reforço de novas tecnologias, especialmente de ML e IA, para mitigar ataques

Por: Alexandre Finelli, ⌚ 30/11/2018 às 16h09 - Atualizado em 03/12/2018 às 14h45

Cibersegurança é unanimidade quando se fala das principais preocupações dos executivos atualmente. Mobilidade, Internet das Coisas e uma crescente onda de ataques cada vez mais potentes compõem o cenário desafiador que os líderes de Tecnologia e Segurança da Informação enfrentam hoje. A tendência é que esses desafios cresçam à medida que os modelos de negócios digitais se tornem mais disruptivos, rompendo com a forma tradicional que a Segurança era vista até então. Para auxiliar as organizações a enfrentarem os desafios dessa nova Era Digital, a Aruba aposta que três pilares devem permear a SI: visibilidade, controle e monitoramento comportamental.

 

Durante a 2ª edição do Atmosphere, evento regional organizado pela fabricante e realizado ontem (29) em São Paulo, os executivos da marca destacaram que modelos de negócios digitais só tendem a crescer e que a Segurança também terá que contar com o reforço de novas tecnologias, especialmente de Machine Learning e Inteligência Artificial, para mitigar os ataques.

 

Em um estudo global recente realizado pelo Instituto Ponemon, a pedido da Aruba, foi publicado que os sistemas de segurança que incorporam aprendizado de máquina e outras tecnologias baseadas em inteligência artificial são essenciais para detectar e interromper ataques direcionados a dispositivos de usuários e IoT e proteger com sucesso dados e outros ativos de alto valor.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados concorda que as tecnologias que têm recursos de IA e ML ajudam a reduzir alertas falsos, aumentar a eficácia da equipe, prover uma investigação mais eficiente e aumentar as capacidades para descobrir e responder com mais rapidez aos ataques que não foram identificados pelos sistemas de defesa do perímetro da rede.

 

Segundo os executivos da Aruba, IA e ML são essenciais para proporcionar mais visibilidade da rede, um dos pilares que deve permear a SI. Para Thiago Garjaka, Global Operations Leaders da companhia, ainda é um desafio para muitas empresas saber o que está conectado nas redes delas. “Muita coisa sai da visão da TI. Quando fazemos POCs nas organizações, 100% delas descobrem que há mais coisas conectadas que imaginavam”, disse.

 

“É essencial ter conhecimento dos tipos de dispositivos que estão conectados à rede, qual o sistema operacional utilizado, quem são esses usuários. Não é possível proteger aquilo que não se conhece”, pontuou Flavio Povoa, Security Consulting Systems Engineer da empresa.

 

O outro pilar é o controle, que consiste em entregar o acesso devido somente ao que o usuário precisa para exercer essas suas funções. Há inúmeros casos, principalmente envolvendo ataques a dispositivos de IoT, em que atacantes acessam bancos de dados completos por infectar um único usuário.

 

O terceiro ponto dessa estratégia é baseado em monitoramento e análise comportamental do usuário. Os executivos ressaltam que não adianta se preocupar somente com os ataques externos e deixar de lado as ameaças internas. Tecnologias de IA e ML tendem a criar um padrão comportamental do usuário e criam um score de risco à medida que o colaborador assume um behavior suspeito, seja por uma ação maliciosa ou falha humana.

 

Mercado em ascensão

 

Mesmo em um ano desafiador para os negócios como um todo, com eleições, dólar em alta e de instabilidade política e econômica, a Aruba teve um aumento no faturamento de 40% no Brasil, resultado que representa um dos mercados de maior crescimento da companhia no mundo.

 

Esse crescimento no País, explica Eduardo Gonçalves, country manager Brasil, é resultado do esforço do time de vendas, dos canais e das próprias tecnologias, que visam resolver problemas trazendo novas experiências para os usuários. Por conta disso, os executivos estão otimistas com os rumos que a empresa está seguindo, desde que foi adquirida pela HP em 2015, e esperam crescer ainda mais no próximo ano.

 



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