Segurança no fator humano: em qual momento essa aposta pode dar certo?

Em entrevista à Security Report, Wagner Tadeu, VP Latam da Forcepoint, aponta as vantagens em apoiar uma estratégia de proteção em análise de comportamento. Ele também traz novidades do merging entre empresas do segmento aeroespacial, que vai trazer ainda mais robustez nas diretrizes comerciais da companhia em todo mundo

Por: Léia Machado, ⌚ 12/07/2019 às 17h30 - Atualizado em 16/07/2019 às 16h46

 

Aquisições, joint venture, trocas de nomes, integração de portfólio, reorganização da cultura corporativa. De fato, a história da Forcepoint passou por diversas etapas até chegar o atual momento, com uma atuação em mais de 150 países e foco em uma segurança pautada no fator humano.

 

Em abril de 2015 a companhia, até então conhecida como Websense, foi adquirida pela Raytheon Company por aproximadamente US$ 1,9 bilhão e nos meses seguintes foi redesenhando a estratégia para atuar em diversas áreas de negócio como Cloud Security, Network Security, Data & Insider Threat Security e Global Governments. A Forcepoint é fruto da fusão da Websense, Raytheon Cyber Products e Stonesoft.

 

A novidade agora é a criação de um merging entre a United Technologies Corp (UTC) com a Raytheon Company a fim de combinar negócios aeroespaciais com ciberdefesa e criar uma empresa de US$ 150 bilhões de valor de mercado. O acordo, anunciado no mês passado, é o maior no setor aeroespacial.

 

De acordo com Wagner Tadeu, VP Latam da Forcepoint, a companhia tem como responsabilidade uma atuação interna de proteção robusta no segmento aeroespacial, mas também está pronta para ganhar notoriedade entre os grandes players de soluções para Segurança da Informação.

 

“Integramos todo o portfólio nesses anos de mudança e ajustamos as diferentes culturas das empresas que fizeram parte da nossa história. Arrumamos a casa, resolvemos os problemas e enxergamos um ótimo 2019 para a companhia em todo mundo, especialmente no Brasil e América Latina”, destaca.

 

Segundo o executivo, a Forcepoint ganha ainda mais robustez e novos investimentos na sustentação dos negócios em proteção de dados, sempre focada no processo de reinvenção da cibersegurança através da lente do comportamento humano, algo totalmente crítico para garantir uma segurança mais eficiente nas empresas digitais de hoje.

 

Nos últimos três meses a companhia cresceu 58% na América Latina e 75% no Brasil. Em 2018, a expansão em terras brasileiras foi de dois dígitos e Tadeu acredita que até dezembro de 2019, o crescimento pode chegar a três dígitos.

 

De dentro pra fora

 

Com uma forte presença no segmento de governo, em que diversas soluções de cibersegurança eram usadas em órgãos como o FBI, a Forcepoint traz para o mercado um portfólio de tecnologias usadas pelos militares, especialmente para identificar espiões e mau comportamento de colaboradores.

 

O próprio DLP foi integrado com recursos de behavior analytics e DDP (Dynamic Data Protection), que gera alarmes reais para os gestores e prioriza o que precisa ser analisado, além de dar apoio aos acessos privilegiados impedindo cópias ou manipulações de dados com análise de comportamento.

 

Em agosto, a companhia prepara outro lançamento de portfólio de segurança na nuvem, totalmente integrado em um framework único de gestão da segurança em cloud. A promessa é que a solução converse com diferentes formatos e fornecedores de computação na nuvem.

 

E por falar em gerenciamento, no mês passado, a Forcepoint também aprofundou aquilo que mais move suas diretrizes de análise comportamental ao inaugurar o Cyber Experience Center, localizado no coração do Boston Seaport Innovation District. Espaço que vai receber CISOs e gestores de SI com uma área de exibição para uma experiência interativa e imersiva na abordagem centrada em humanos e soluções de segurança convergentes.

 

“Como vivemos um momento de forte transformação digital, novos casos de vazamentos de dados e cenário regulatório, em algum momento as empresas terão que revisitar seus ambientes e incluir processos básicos de proteção. E isso começa com uma classificação de informação e, na sequência, desenhar a estratégia de proteção do dado mais crítico. Por isso, integração é a palavra-chave para elevar o nível de maturidade no Brasil e América Latina”, finaliza Wagner Tadeu.

 

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