Segurança acima de tudo

Durante a RSA Conference, que acontece essa semana em São Francisco, a Cisco se posiciona entre os principais players de tecnologia para que a segurança funcione de forma mais inteligente, integrada e abrangente

Por: Léia Machado, ⌚ 07/03/2019 às 14h09 - Atualizado em 11/03/2019 às 18h11

A história da Segurança Cibernética está sendo escrita hoje juntamente com um profundo processo de transformação digital nas empresas ao redor do mundo. Toda aquela história de falar a língua do cliente, de ser ágil no desenvolvimento de novos produtos e serviços, além de inserir a inovação no DNA dos negócios fez com que os profissionais do setor buscassem novas formas de deixar as empresas mais seguras.

 

Claro que podemos colocar uma pimenta nessa equação, que diz respeito ao complexo cenário de novas vulnerabilidades, ataques cibernéticos, vazamentos de dados e malwares para todos os gostos. É aqui que entra um grande desafio para os CISOs: entregar um ambiente seguro para as mentes pulsantes do negócio sem deixar cair a peteca da disrupção. Inovar, mas com segurança.

 

O tema da RSA Conference 2019 é simplesmente “Melhor”. Um evento que reúne mais de 47 mil inscritos essa semana em São Francisco, para levantar a bandeira da Segurança e chama a atenção da indústria para promover soluções mais inteligentes, da infraestrutura ao endpoint. E a vitrine dos players focados em Segurança Cibernética ganhou um novo competidor: a Cisco.

 

Nos últimos cinco anos, a companhia tem dedicado tempo e dinheiro para construir um portfólio robusto de tecnologia e serviços focados na proteção do negócio. Foram diversas aquisições de empresas que completaram o portfólio para deixar a companhia posicionada entre os principais players do setor.

 

Junto com tradicionais empresas de Segurança, a Cisco está presente na RSA Conference 2019 como patrocinadora diamante e conta com estandes, agendas paralelas e muito conteúdo para mostrar para que veio. A companhia também é responsável pelo Centro de Operações de Segurança (SOC) da RSA Conference esse ano, onde os engenheiros monitoram todo o tráfego na rede sem fio nos 4 pavimentos do Moscone Center em busca de ameaças à segurança.

 

 

A companhia também montou o “Cisco Security at Work”, também conhecido como “Threat Wall”, no lobby do Moscone North Expo. Esta tela apresenta análises anônimas em tempo real, além de informações exclusivas sobre o tráfego na rede sem fio durante a conferência.

 

“Nesses anos em que reestruturamos nossa estratégia, investimos US$ 2.35 bilhões para construir um pilar robusto para a Segurança”, destaca Bobby Guhasarkar, diretor sênior de Marketing de Produto da Cisco. Em uma reunião com Jornalistas da América Latina durante o RSA Conference, o executivo comenta que a companhia atua fortemente na linha enterprise destinando 37% do budget para desenvolvimento de produtos e 63% para área de serviços de segurança.

 

“Apostamos em Segurança porque nossos clientes demandam proteção. Não é hora de descansar. Devemos nos manter firmes na missão de proteger toda a infraestrutura de tecnologia e é exatamente isso que a Cisco se propôs a fazer”, acrescenta o executivo.

 

Segundo ele, a Cisco acredita que uma segurança só funciona de verdade se ela for mais inteligente, integrada e abrangente. Isso é o que a Cisco vem mostrando durante a RSA enfatizando que as empresas podem incorporar a segurança em tudo, desde dispositivos de IoT, cloud computing, cadeia de suprimentos, DevOps e muitas outras iniciativas. Tanto que o slogan da companhia é “Segurança acima de Tudo”.

 

Conexões confiáveis

 

A companhia está tão comprometida com a causa que há cinco anos desenvolve o CISO Benchmark Study, um levantamento anual sobre a situação dos CISOs. A quinta edição ouviu 3.200 líderes de segurança em 18 países e mostra que os profissionais do setor estão dando mais prioridade à consolidação de fornecedores. Para eles, ambientes complexos, constituídos de soluções entregues por dez fornecedores ou mais podem prejudicar o trabalho.

 

 

Para Jeff Reed, VP Sênior de Produto da Cisco, a companhia está bem posicionada nessa batalha entre os players de segurança, pois tem uma grande presença nas organizações ao redor do mundo com soluções de rede e infraestrutura, permitindo uma integração mais robusta de dois componentes importantes: networking e segurança, desde a proteção mais clássica a versões mais avançadas que envolvem controle de acesso, cenário de ameaças e resposta a incidentes.

 

“Segurança vai se tornar um dos principais negócios da Cisco”, dispara o executivo, e acrescenta que isso é possível devido à entrega de soluções com visibilidade da rede com sistemas de detecção de ameaças, resposta a incidentes e como tornar essa área mais inteligente por meio de inovações no aprendizado de máquina.

 

Gene Hall, diretor de Marketing e Tecnologia da Cisco, explica também que toda inovação tem um risco e no mundo de hoje cada vez mais teremos disrupções de negócio que gerarão ainda mais riscos. “Tudo que usamos tem uma conexão, seja conectado à internet ou à rede, e o trabalho da Cisco é criar essas conexões, a diferença agora é que queremos saber para onde vai cada uma, pois ela precisa ser completamente confiável.”

 

O executivo chama atenção para a abertura dessas conexões, que deixam brechas para ações maliciosas. Por isso o trabalho daqui pra frente é prover conexões, desde que sejam previamente autenticadas. “O ponto é negar essa comunicação até que se crie uma autenticação forte, até sabermos a intenção daquela conexão”, completa Hall.

 

Ele acredita que o mundo se tornará mais seguro quando todas as conexões falarem porque estão se conectando. “Essa é a grande mudança da estratégia da Cisco. E estamos implacavelmente comprometidos com esse mundo melhor, mais seguro”, finaliza Bobby Guhasarkar.

 

*Léia Machado viajou a São Francisco a convite da Cisco

 

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