Security Leaders encerra primeiro dia com saldo positivo para liderança em Cybersecurity

Primeiro dia de Congresso destacou o cenário preocupante de ataques cibernéticos e como as organizações podem agir de forma eficaz, sincronizada e inteligente contra essas ações maliciosas; Líderes de empresas como Natura, Magazine Luiza, Citibank, BRF, EMS, entre outras, estiveram presentes trocando experiências e gerando insights para os presentes

Por: Redação, ⌚ 13/11/2017 às 19h39 - Atualizado em 17/11/2017 às 19h36

Sequestro de informações, ciberterrorismo, espionagem política entre países, suspeitas de fraudes eleitorais, fragilidade dos dispositivos em infraestruturas de IoT, ataques internos. De fato, esses temas estão em evidência nas organizações de todo mundo, pois a cada dia os negócios convivem em um cenário cibernético extremamente ameaçador.

 

E é por isso que a troca de experiência entre os líderes de Segurança da Informação, que estão à frente dessa batalha, é tão importante. A 8ª edição do Congresso Security Leaders reuniu hoje, 13, importantes C-Levels para debater os temas mais relevantes do setor e como as organizações podem atuar no combate aos crimes cibernéticos, usando, inclusive, tecnologias de Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Big Data e Analyticsno.

 

“Compartilhar informação, experiências e ideias é o maior desafio dos c-levels de Segurança da Informação. Nesses dois dias de Congresso, teremos a oportunidade de virar esse quadro e encontrar soluções que ajudem nessa batalha”, pontuou Graça Sermoud, diretora editorial das revistas Security Report e Decision Report.

 

Durante a abertura do evento, o CTO da WatchGuard, Corey Nachreiner, destacou quatro principais tendências de SI e como as empresas podem se proteger. Ransomworms, a não identificação de vítimas de ataques, spear phishing e ataques específicos em infraestruturas e devices de internet das coisas são os pontos principais que exigem atenção dos gestores de segurança.

 

“A defesa diante desse cenário é prevenção, o que envolve treinamento das equipes, investimentos em proteção e práticas de backup”, pontua o executivo. Ele acrescenta que as tecnologias de prevenção devem também contemplar sistema avançado de detecção de malware a fim de prover mais visibilidade de todo o sistema e as possíveis vítimas das ações maliciosas.

 

Falha na comunicação

 

No painel que abordou o tema: “Ataques da Nova Era: Mea culpa, por que ainda erramos tanto?”, os líderes de SI destacaram as principais falhas cometidas pelos líderes de Segurança. Isso porque a Segurança Cibernética se tornou uma das cinco grandes preocupações globais, segundo o Relatório do Fórum Econômico Mundial. O estudo, divulgado neste ano, durante o encontro anual, em Davos (Suíça), antecipa os principais riscos mundiais e desafios para os próximos 12 meses e coloca a Segurança ao lado de preocupações globais com o clima e o terrorismo.

 

Na visão dos especialistas, não estamos diante de novos assuntos, esse cenário devastador de ataques se alastra não só pela sofisticação do cibercrime, mas também pela falha das empresas e dos gestores de SI em fazer o básico bem feito. “O que está errado é que não estamos conseguindo passar para as pessoas a gravidade da situação. Vivemos pensando no futuro da tecnologia e esquecemos que inovar é revisitar os aspectos antigos de segurança”, pontuou Francimara Viotti, Secretária Adjunta de Gestão da Estratégia do Governo de Brasília.

 

“E esse básico precisa ser entendido pela organização, pois cada um tem um jeito de fazer esse feijão com arroz. O que funciona pra mim pode não ser bom para a outra empresa”, completa Gil Santos, líder de Segurança Digital no Magazine Luiza. Segundo ele, a varejista precisou entender todo inventário para revisitar a gestão de vulnerabilidades, de acessos privilegiados e conscientização de pessoa.

 

“Além disso, está havendo também um gap na comunicação entre os diretores e a área de Segurança. Essa comunicação é importante para evitarmos ataques e o gestor de cybersecurity é o responsável por isso”, completa Anderson Mota, Cybersecurity Intelligence Specialist do Citibank.

 

Durante todo o dia, a programação do Security Leaders contou com inúmeras discussões sobre novos ataques, gestão de risco, o perfil de liderança do CSO e como os serviços gerenciados podem fazer a diferença nas organizações. As programações paralelas trouxeram ainda palestras e cases de sucesso, mesas redondas com C-Leves, uma profunda discussão sobre direito digital e educação digital, além do game Capture The Flag.

 



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