Na RSA, a democratização da Segurança vira destaque

Empenhada a recuperar o market share em Cibersecurity no Brasil, a aposta da Cisco está pautada em pilares como redesenho do programa de canais, atuação especializada em verticais de negócio e parcerias com services providers, tudo para mostrar que a proteção corporativa é para todos

Por: Léia Machado, ⌚ 08/03/2019 às 11h48 - Atualizado em 14/03/2019 às 15h11

O CISO Benchmark Study, estudo da Cisco que ouviu 3.200 CISOs em 18 países, destacou que os profissionais entrevistados ressaltaram um alto e contínuo impacto financeiro das violações de segurança. 45% deles reportaram que o impacto financeiro de uma violação em suas respectivas organizações era da ordem de mais de US$ 500.000. A boa notícia é que mais de 50% dos participantes da pesquisa estão reduzindo os custos de violações para menos de meio milhão. No entanto, 8% ainda relatam um custo exorbitante de mais de US$ 5 milhões por incidente.

 

É justamente olhando esse cenário que a Cisco vem dedicando suas forças para construir um mundo diferente. A companhia sempre esteve muito presente no mercado de Segurança da Informação, nos últimos dez anos, os investimentos passaram de US$ 8 bilhões nessa área. Entretanto, na visão de Ghassan Dreibi, líder da Cisco Cybersecurity LATAM, houve um erro de estratégia nesse caminho, tanto que muitos desses investimentos não chegaram no Brasil. Por isso, a empresa está empenhada em recuperar seu market share no País e estar no topo dos principais vendors quando o assunto é Segurança Cibernética.

 

“O primeiro passo para esse direcionamento foi reestruturar toda a parte de canais. Reduzimos o escopo e estamos trabalhando de forma muito mais especializada para entregar uma mensagem muito focada no cliente”, explica o executivo durante um evento para parceiros e clientes na sede da companhia, em San José-CA. Esse posicionamento conta também com uma atuação por verticais de negócio com equipe especializada para atender as demandas de cada segmento, inclusive das pequenas e médias empresas. “É democrático, todo mundo pode usar Segurança da Informação”.

 

A Cisco, que essa semana participa da RSA Conference em São Francisco-CA, reformulou todo time de vendedores de segurança, sendo hoje 11 profissionais especializados no assunto, o que trouxe outra perspectiva para a companhia. A venda como arquitetura está sendo rediscutida no sentido de ofertar uma infraestrutura cross, com renovação no data center, na rede, na conectividade, tudo apoiado em proteção.

 

“Estamos em um momento muito especial na Cisco no Brasil. Lá fora, a empresa é conhecida também por ser um forte competidor em Cibersecurity e temos um ótimo market share, logo, esse é o momento de nos posicionarmos muito fortemente junto às empresas brasileiras. Nossa mensagem de venda tradicional não vai mais acontecer sem o tema de segurança embarcada”, pontua Ghassan Dreibi. Ele acrescenta que essa estratégia tem dado certo, tanto que a empresa cresceu quatro dígitos nos últimos quatro quarters e as perspectivas são boas para 2019.

 

Parceiros de jornada

 

Sabendo do potencial brasileiro, a Cisco está reformulando inclusive sua mensagem para o mercado e encontrando novos parceiros de negócio, como as operadoras de telecomunicações e services providers. Esse grupo de empresas não só usa a tecnologia Cisco, como também vende para seus clientes de forma integrada a um portfólio completo, ofertado como serviço.

 

Assim, as empresas de todos os portes podem contar com tecnologia mais robusta no que diz respeito à toda infraestrutura de rede e conectividade, tendo a segurança como pilar principal. “Uma estratégia que contempla também as pequenas e médias empresas, que nem sempre têm budget e braços para deixar o negócio mais seguro. Por isso eu bato nessa tecla da democratização”, acrescenta.

 

É o caso da Oi, que está presente na RSA Conference. A operadora não só usa a tecnologia da Cisco em sua infraestrutura, como também vende essas soluções para seus clientes B2B de SOC. A Cisco é um dos grandes parceiros na infraestrutura da Oi, que tem essa diretriz no DNA, tudo que a operadora faz internamente em prol da Segurança, ela gera oportunidades para seus clientes. Firewall, IPS e o Cisco Umbrela, que interrompe a atividade maliciosa dentro da rede, são algumas soluções que a Oi usa internamente.

 

De CISO para CISO

 

Durante a RSA Conference, a Cisco tem se esforçado para mostra que é esse player integrador e usuária de sua própria tecnologia. O VP Sênior e CISO da Cisco, Steve Martino, explicou que a Segurança boa é aquela em que não impacta a vida do usuário. “No episódio WannaCry, por exemplo, tivemos dois sistemas impactados e nossos colaboradores não tiveram nenhum problema, pois agimos rapidamente. Meu time é responsável por monitorar tudo que se passa na empresa, é disso que estamos falando”, destaca Martino.

 

Segundo ele, não existe tecnologia no mundo que garanta 100% de proteção e os CISOs têm pela frente grandes desafios para entender tantas mudanças, aumento no volume de dados e tráfegos em toda parte. “Isso exige muita visibilidade, precisamos saber tudo que acontece na empresa. Alguns anos atrás, as pessoas colocavam um firewall e estava tudo protegido. Hoje, com esse cenário de ciberataques cada vez mais sofisticados, as mudanças são constantes e nosso dilema é saber como lidar com tudo isso. Como vamos enfrentar nossa realidade que é completamente diferente de 20 anos atrás?”, questiona o CISO.

 

O executivo destaca que seus investimentos são destinados à tecnologia e inovação, mas principalmente em pessoas. Ele se orgulha em dizer que montou uma cultura admirável junto ao seu time, em que mantem a motivação elevada, criando oportunidades de desenvolver coisas disruptivas e novas criações o tempo todo.

 

“Essa cultura é algo que motiva todo mundo dentro da Cisco. E os clientes percebem essa transformação. Vamos aos poucos nos aproximando das empresas e acredito que será uma mudança natural no mindshare das empresas brasileiras. Tudo isso nos estimula par seguir em frente e conduzir parceiras duradouras daqui pra frente”, finaliza Ghassan Dreibi.

 

*Léia Machado viajou a São Francisco a convite da Cisco

 



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