Como uma gestão inteligente de dados impacta a Segurança?

Ter mais visibilidade no ambiente multinuvem e estar em compliance com a GDPR são alguns dos benefícios apontados por especialistas da Veeam; executivos indicam os cinco passos para atingir um nível de hiperdisponibilidade

Por: Alexandre Finelli, ⌚ 16/05/2018 às 16h41 - Atualizado em 18/05/2018 às 17h43

Durante sua Conferência anual, que acontece nessa semana em Chicago, a Veeam apresentou ao mercado seu novo conceito de hiperdisponibilidade. Segundo a visão da empresa, ter dados disponíveis é crucial, mas mais importante que isso é ter as informações corretas para uma tomada de decisão mais assertiva. Por essa razão, a companhia vem associando o termo à expressão “gestão inteligente de dados”, capaz de prover análise preditiva de informações, habilitar novos modelos de negócios e potencializar a experiência do cliente. E o que a Segurança tem a ver com isso? Para os executivos da Veeam, tudo.

 

Segundo executivos da companhia, empresas que têm uma gestão inteligente de dados se beneficiam por vários motivos. Ter mais visibilidade do ambiente multinuvem, estabelecendo melhor governança e política de proteção das informações, e estar em compliance com a GDPR são alguns deles. Mas para as empresas atingirem um patamar de hiperdisponibilidade, elas devem seguir cinco passos. O primeiro deles é o Backup. É preciso que todas as cargas de trabalho sejam recuperáveis e acessíveis em casos de interrupções, ataques, perdas ou roubo de dados.

 

Em seguida é a vez de garantir a proteção e a disponibilidade de informações em ambientes multinuvem a fim de impulsionar serviços digitais e garantir a visão conjunta da conformidade do nível de serviço. Esse é o estágio da Agregação. O passo seguinte é o da Visibilidade, cuja proposta é promover a gestão de dados em ambientes multinuvem de forma clara e unificada. Nesse ponto, é possível evoluir de um modelo reativo para proativo, prevenindo qualquer perda de disponibilidade por meio de monitoramento avançado, otimização de recursos, planejamento de capacidade e inteligência integrada.

 

O penúltimo estágio é o da Orquestração, que consiste em mover os dados para o melhor local em ambientes multinuvem de forma a garantir a continuidade de negócios, segurança e uso otimizado de recursos para operações de negócios. Já a quinta e última etapa é o da Automação, cujos dados se gerenciam sozinhos ao aprenderem a fazer o próprio backup, migrarem para locais ideais de acordo com as necessidades do negócio, se protegerem quando houver atividades anormais e realizarem recuperações instantaneamente quando necessário.

 

Combate ao ransomware

 

Para Dave Russell, VP de Estratégia para Enterprise da Veeam, os dois últimos estágios são essenciais nas áreas de Segurança hoje. Segundo o executivo, quando combinadas, as etapas podem ser cruciais em processos de atualização de patches e descoberta de vulnerabilidades. “Existem diversas formas de gestão de dados que podem ser inseridas num contexto de segurança e utilizadas para tomar providências quando necessário”, disse. Russel acrescenta ainda que, essa estratégia quando bem implantada, ajuda no combate ao ransomware.

 

Falando em ransomware, o executivo, que ficou conhecido no mercado devido ao seu trabalho como VP e analista do Gartner durante anos, ressalta que o malware é uma preocupação crescente entre os líderes de Tecnologia e Segurança da Informação. Russell relembra uma pesquisa recente da ex-companhia, a qual liderou, onde 92% dos 3.700 gestores de TI e SI afirmaram que as ações envolvendo ransomware irão aumentar daqui em diante.

 

Para Russell, o atual cenário de ameaças colabora para que a Segurança da Informação seja a prioridade número um ou dois nas companhias hoje. Ele destaca como é crescente o número de keynotes especializados em SI presentes nos mais variados eventos de Tecnologia, seja de Infraestrutura, Aplicação, Desenvolvimento. “Segurança é parte do trabalho de todos. Cada colaborador exerce um impacto na reputação da companhia para qual trabalha, e isso também é segurança”, disse.

 

O desafio da mão de obra

 

Da mesma forma que a Segurança deve atravessar todas as esferas de uma companhia, os profissionais responsáveis por ela também necessitam, não apenas desenvolver tarefas específicas, mas ter, cada vez mais, noção do todo. “As decisões em Segurança precisam ser tomadas em conjunto. Consequentemente, é necessário trabalhar com as áreas de Infraestrutura, Aplicações, Desenvolvimento, Negócios…”, opina Russell. Na visão dele, é esse profissional com uma visão mais abrangente que está em falta hoje no mercado, sendo um desafio para as empresas em sua maioria.

 

Danny Alan, VP of Product Strategy da Veeam, faz coro a Russell, e afirma que “ser especializado em determinada área é importante, mas desde que não fique apenas concentrado nisso e, sim, atento às demandas das demais áreas”. Allan destaca ainda que a Inteligência Artificial se encarregará de algumas tarefas, o que exigirá dos profissionais skills mais diversificadas para fazerem diferença no mercado.

 

“Empresas que gerenciam melhor seus dados têm uma estratégia de segurança mais eficaz. Quanto mais utilizarmos as informações da maneira correta, mais os negócios estarão seguros”, finaliza Allan.

 

* Alexandre Finelli viajou para Chicago a convite da Veeam

 



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