Cisco reestrutura programa de canais para área de Cibersecurity

Durante a RSA Conference, companhia explicou a divisão dos trabalhos em três times estratégicos e também fez um tour com clientes e parceiros na sede, em San José, para demonstrar recursos do portfólio de Segurança

Por: Redação, ⌚ 12/03/2019 às 17h46 - Atualizado em 15/03/2019 às 16h56

Nos últimos anos, a Cisco tem se empenhado internamente para buscar seu lugar ao sol no mercado de Segurança Cibernética. Hoje, ela vive um momento de transformação de estratégia, em que 60% do portfólio de cibersecurity é software, enquanto os outros 40% estão destinados à hardware e serviços.

 

Na visão de Leticia Gammill, líder de Canal Cybersecurity da Cisco LATAM, esse posicionamento vai de encontro como o mercado em geral de Segurança Cibernética trabalha, em que todos os clientes já estão habituados a comprar no modelo de serviços, com renovações de assinaturas. “O cliente já compra sabendo que em um ano ele precisa renovar, pois trabalham nesse modelo”, destaca.

 

Para trabalhar nesse modelo com uma oferta recorrente de soluções, a Cisco conta 100% com seus parceiros. Durante a RSA Conference, que aconteceu na semana passada em São Francisco-CA, a Cisco reuniu um time de clientes e parceiros para mostrar todo seu potencial tecnológico em Segurança na sede da empresa, em San José, cidade vizinha de São Francisco.

 

Três pilares

 

No tour pelo complexo da companhia, os convidados puderam aprofundar como as tecnologias trabalham, recursos e integrações. Letícia também explicou como vai funcionar o novo programa de canais da Cisco daqui pra frente.

 

Segundo ela, para atendimento à área de cibersecurity, a companhia conta hoje com três tipos diferentes de canais. O primeiro, é aquele parceiro que já vende a linha de networking e data center, mas que também podem ofertar o portfólio de Segurança a fim de criar um ambiente integrado e com proteção embarcada na rede do cliente. “O que para a Cisco é uma combinação perfeita!”, destaca a executiva.

 

O segundo é o que a empresa chama de boutique, ou seja, o parceiro que tem a Segurança Cibernética no seu DNA, aquele que só vende tecnologia para esse fim. “Eles são especializados nisso e têm a prática de mercado de recomendar o que há de melhor no mercado. Para nós, é muito importante uma aproximação com esses vendors.”

 

O terceiro pilar estratégico é um trabalho junto aos services providers e operadoras de telecomunicações. São clientes Cisco, mas também vendem o portfólio de Segurança embarcado em serviços de conectividade. “São empresas focadas, principalmente no mercado de PMEs, em que muitas vezes não podem manter uma área de TI e Segurança”, completa Letícia.

 

Essa área é extremamente estratégica para a Cisco, pois é um grupo de organizações que têm capilaridade, volume de cliente, presença em diversos setores e vendem um pacote de serviços gerenciados pagos pelo uso. O foco é trabalhar de forma agnóstica, entendendo as tecnologias já instaladas no cliente e agregar funções de proteção pautada na integração.

 

O firewall de próxima geração segue como maior procura no portfólio de Segurança da Cisco. Em segundo lugar, o destaque vai para a família de tecnologias de Cloud Security, com recursos de proteção em nuvens públicas, multicloud, CASB, SaaS aplication e o Umbrella, por exemplo, uma tecnologia que protege a camada de conexão na web.

 

“Estamos vivendo uma nova geração de parceiros. Fizemos um evento com quase 150 canais no mês passado e a receptividade desse novo momento da Cisco não podia ser melhor. O feedback está sendo muito positivo e as expectativas daqui pra frente são excelentes”, conclui Letícia.

 

*Léia Machado viajou para São Francisco a convite da Cisco

 



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