Brasileiro está mais inseguro, diz estudo da Unisys

Segundo o 14º Unisys Security Index 2019, o nível de preocupação cresceu cinco pontos no Brasil comparado a 2018, chegando a 190, o mais alto comparado com os últimos seis anos

Por: Paula Zaidan, ⌚ 18/06/2019 às 17h55 - Atualizado em 19/06/2019 às 18h17

A Unisys Brasil divulgou nesta terça-feira (18/06) a pesquisa Unisys Security Index 2019, que entrevistou 13 países (Austrália, Bélgica, Brasil, Chile, Colômbia, Alemanha, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Filipinas, Reino Unido, e Estados Unidos). Foram entrevistados mais de 13 mil indivíduos com o objetivo de oferecer uma análise sobre a percepção de segurança dos consumidores, numa escala que vai de 0 (totalmente seguro) a 300 (totalmente inseguro) , dividido em quatro quadrantes: Segurança Nacional, Segurança Financeira, Segurança da Internet e Segurança Pessoal.

 

O Brasil atingiu 190 pontos em 2019 contra 185 no ano passado e é 15 pontos acima da média global, que ficou em 175. Segundo o vice-presidente da Unisys para América Latina e gerente geral do Brasil, Eduardo Almeida, esse crescimento também se deu em virtude do desastre em Brumadinho, uma vez que se encaixa em  Segurança Nacional. Outro reflexo da elevada insegurança constatada em 2019 foi porque as pessoas estão mais preocupadas na participação em grandes eventos.

 

Embora o País esteja em sexto lugar no ranking, entre os latino-americanos esse posicionamento é inferior, uma vez que o Chile aparece em quarto lugar (212 pontos) e Colômbia, em segundo, com 220. “No caso do Chile, explica Almeida, os bancos sofreram diversos ataques”.

 

O estudo revelou que 85% dos brasileiros já foi vitima ou conhece alguém que tenha passado por pelo menos um tipo de fraude cibernética. Entre as respostas, os spam e phishing foram os mais citados, 54% e 42% respectivamente. Em segundo lugar, fraudes com cartão bancário (39%), seguido por mensagens pelo WhatsApp (36%) e roubo de identidade (19%). Essas são as maiores incidências identificadas.

 

Apesar de 59% dos entrevistados tenham revelado pouca confiança se a LGPD vai garantir a segurança de seus dados mantidos por empresas e governos, há uma preocupação do consumidor com roubo de identidade e fraudes bancárias, com 76% e 75% apontando estarem muito ou extremamente preocupados com esses temas, respectivamente. A maioria, 69% dos entrevistados, também apontou insegurança sobre os ataques de hackers e vírus cibernéticos e com a segurança das compras online (65%).

 

Mais proteção, menos temor

 

Durante alguns anos, as empresas usaram muito o jargão “Fazer mais com menos” e os CIOs eram empurrados a justificar o ROI de cada hardware ou software adquirido. Quando o assunto é segurança da informação, proteção e transformação digital, a máxima continua valendo. O que mudou afinal se os orçamento de segurança ainda aparecem em vários estudos como despesa?

 

O cenário mudou, a segurança da informação permeia todas as áreas das organizações e o cliente está no centro, prover a experiência de forma segura cria um novo contexto: Garanta mais proteção e minimize a insegurança para o consumidor. Dessa forma, as tais despesas de segurança passaram a ser encaradas como investimentos para criar aplicações seguras.

 

Cloud (in)segura

Quando se trata de segurança na nuvem, as opiniões, segundo as pesquisas, se dividem entre os consumidores. Cerca de 28% se diz muito confiante sobre a proteção de seus dados em cloud. Outros 28% não estão confiantes e os demais (42%), confiam pouco.

 

Nesse aspecto, a maioria das empresas migraram ou estão migrando seus ambientes para a nuvem. “Nossa percepção é que nossos clientes têm dificuldade para gerenciar o ambiente legado e o que está na nuvem. O fato não é mais se eu vou entrar na nuvem, mas quando a empresa estará em cloud”, observa Fabio Abatepaulo, diretor de transformação digital de soluções corporativas da Unisys, quando lembra que 70% dos CIOS dizem que já operam na nuvem e não têm problemas.

 

Paralelamente ao prenúncio da LGPD, muitas organizações já operam com Inteligência Artificial e automação para conter as ameaças, “como a própria Unisys oferece aos seus clientes, reduzindo o tempo de respostas aos incidentes”, explica Abatepaulo. “Além disso, a Unisys emprega o conceito de Zero Trust para orquestrar o ambiente de forma a mitigar os riscos no ambiente dos clientes”, comenta Almeida.

 

Diante disso, Eduardo Almeida, elenca alguns passos para que as empresas consigam se proteger.

  1. Crie uma cultura digital na organização porque a conscientização dos colaboradores é fundamental para a transformação digital.
  2. Treine suas equipes para que eles não saiam clicando em qualquer e-mail, por exemplo.
  3. Avalie quais tecnologias estão disponíveis para aumentar o nível de segurança e não confie, adote o conceito de Zero Trust, onde o funcionário tem acesso apenas ao que o cliente permite.
  4. Atualize sempre os softwares. Os hackers atacam justamente no momento que as empresas pedem a atualização e se o cliente não o faz, o risco de uma brecha aumenta.
  5. Reforce novamente a cultura e o treinamento de sua equipe. Faça testes para avaliar se realmente estão em conformidade com a política de segurança.

 

O Congresso Security Leaders, que será realizado em São Paulo entre os dias 29 e 30 de outubro, debaterá amplamente esse e outros temas. As inscrições estão abertas.



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