Banco Original aposta em blockchain para segurança da informação

Instituição financeira é o único banco digital a fazer parte da rede blockchain anunciada essa semana pela FEBRABAN e acredita na aplicação da tecnologia já com vistas para o open banking, integrando com suas APIs e Inteligência Artificial

Por: Paula Zaidan, ⌚ 13/06/2019 às 15h12 - Atualizado em 17/06/2019 às 17h01

Além de prevenir as fraudes em celulares, o Device ID, anunciado ontem (12/06) pela FEBRABAN e CIP, o Banco Original – único banco digital a fazer parte da rede – já vislumbra outras aplicações com o blockchain.

 

Segundo Glauco Sampaio, gerente executivo de Segurança da Informação e Prevenção de Fraudes do Banco Original, criar uma rede antifraude com o blockchain foi um dos esforços feitos pela Subcomissão de Segurança da Informação da FEBRABAN.

 

“Muito se fala a respeito do blockchain e os casos de uso onde ele se mostra eficiente ainda são poucos. Essa tecnologia traz algo importante para questões de segurança que é a imutabilidade do dado, uma vez que imputado dentro da rede, a garantia do dado é o maior ganho para a área de segurança e independente de qualquer aplicabilidade”, comenta Sampaio durante CIAB FEBRABAN, que acontece essa semana em São Paulo.

 

Raul Moreira, diretor executivo de tecnologia e inovação do Banco Original, diz que a iniciativa da FEBRABAN permitirá avançar nos estudos do uso do blockchain em soluções de open banking, de forma integrada com a plataforma de APIs e inteligência artificial do banco.

 

Blocos seguros em rede compartilhada

 

Pensando no uso do blockchain para a área de segurança, Sampaio explica que  já existe aplicações no mercado de IOC (indicador de Comprometimento) e algumas delas já estão migrando para essa tecnologia.

 

“Essas bases são de empresas como o FS-ISAC e muito do que se faz é a identificação de problemas, como um novo vírus. Além da possibilidade de uma falsificação ou email errado, como tratar email? O FS-ISAC recebe muitas mensagens diariamente. A ideia é cadastrar a informação via blockchain é trocar informações dos IOCs, uma vez que esses dados têm prazo de validade e os membros da plataforma de compartilhamento terão garantido uma camada a mais de segurança”.

 

O FS-ISAC não tem uma forma de compartilhamento de dados estrutura como um blockchain e nem todos os bancos fazem parte dessa rede de troca de informações sobre segurança da informação. “Para que as instituições financeiras façam parte de uma rede compartilhada nacional com todos os membros da FEBRABAN a ideia é usar a NOOMIS (plataforma de compartilhamento de informações que entrará em operação a partir de setembro)”, observa o executivo.

 



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