Alstra e CyberPeople facilitam “match” entre profissionais de segurança e empresas

Plataforma e curadoria contribuem para que as empresas encontrem a mão de obra necessária diante de um cenário onde a tendência é cada vez mais contratar profissionais de segurança da informação no modelo as a service para acompanhar a aceleração puxada pela transformação digital.

Por: Paula Zaidan, ⌚ 02/12/2019 às 17h01 - Atualizado em 03/12/2019 às 18h18

Cada vez mais as empresas têm dificuldade para contratar profissionais de segurança da informação e localizar talentos é tarefa árdua. Outra barreira é o processo seletivo, a maioria é no formato tradicional e o RH tem dificuldade para entender a atuação dessa categoria, impactando na escolha da pessoa ideal. E, ainda, algumas vezes o modelo CLT não é adequado, uma vez que hoje – dada a velocidade dos projetos – a necessidade de um recurso humano é sazonal e as habilidades são distintas. A rotatividade das pessoas também é alta por conta das características dos profissionais, hoje mais interessados em um plano de carreira numa escala acelerada em contraposição ao que as organizações oferecem.

 

Diante desse cenário e com a reforma trabalhista – que flexibilizou a contratação de terceiros – surgiu a plataforma Alstra, uma startup que nasceu há cerca de um ano e meio e já atua não só no Brasil, como também no Chile, Espanha e Portugal. Nesses países não há um modelo de negócios capaz de unir excelência de profissionais e empresas interessadas em contratar como serviço. Recentemente, inclusive, a Alstra recebeu um aporte de investimentos aplicados em recursos de Inteligência Artificial e Machine Learning para buscar os perfis exatos para a necessidade do contratante sem a necessidade do processo seletivo envolver o RH e toda a burocracia.
A parceria com  a CyberPeople permitiu não só uma curadoria dos profissionais como também a mentoria e a excelência na oferta aos clientes, sem a necessidade de uma mensalidade para o cadastro das contratantes e dos contratados. Dessa forma, o tempo de contratação é reduzido drasticamente para até 72 horas.

 

“A CyberPeople foi criada há cerca de um ano e meio, nasceu dentro da JC Adivisor, consultoria de cybersecurity, quando percebemos que há algum tempo que o grande problema das organizações é a dificuldade para encontrar mão de obra em segurança da informação. Além da dificuldade do RH entender os skills dos profissionais, percebemos que as empresas não conseguem reter os talentos porque estamos diante de uma nova geração movida a desafio e logo se sente entediado e rapidamente quer mudar de empresa”, comenta Carlos Alberto Costa, Co-Fundador da CyberPeople –  empresa especializada em hunting de profissionais de Cyber Secuirty, quando comenta que a Alstra facilita encontrar os recursos para cada necessidade e as pessoas podem trabalhar livremente como prestadores de serviços.

 

“Estamos vivendo um momento de transformação nos negócios com a digitalização e isso impacta tanto no perfil intelectual quanto nas empresas, onde elas têm ciclos mais curtos de inovação, acesso a skills por tempo determinado e isso não se aplica para as fintechs ou startups, mas em grandes organizações também”, comenta Cai Igel, CEO da Alstra.

 

Hoje, a Alstra conta com mais de 12 mil profissionais cadastrados e a média de registros ao mês é de aproximadamente 1500 novos cadastros disponíveis para grandes empresas em sua base como Itaú, Travelex, PwC, KPMG, ConectCar, entre outras.

 

Igel comenta que a grande sacada da parceria é que a curadoria oferecida aos clientes no setor de cybersecurity. “Para as outras verticais, como logística, produtos, etc. essa curadoria é realizada internamente pela Alstra, mas a ideia é fecharmos outros parceiros capacitados nesses verticais”.

 

Costa reforça que a parceria vai além do match entre profissionais e empresas. Está havendo um grande movimento de captação de novos talentos para formação. “Fizemos convênio com as universidades e outras iniciativas nesse sentido para ajudar na formação de mão de obra, principalmente esse profissional de Cyber e há poucos cursos especializados porque normalmente são formados em áreas como ciência da computação. Por conta disso, pela escassez, há uma grande valorização no mercado. “Por isso, trabalhamos o perfil do que as empresas estão pedindo porque muitas vezes as organizações exageram no job description e ainda há a dificuldade do engessamento das empresas presas em cargos e salários”.

 

A CyberPeople tem o papel de não só fazer a curadoria, como também o coach, garantir as certificações e treinamentos. “Portanto, vamos oferecer todo um ecossistema de apoio aos profissionais cadastrados na plataforma, criando mecanismos para que eles estejam integrados e acolhidos”.

 

“Sabemos que culturalmente será necessário quebrar resistências das empresas porque não há mais como contratar um profissional de segurança no modelo CLT. Na prática, isso não é mais possível porque em primeiro lugar é difícil reunir todas as competências requeridas em diferentes projetos e, além disso, até um profissional júnior está faltando dentro das organizações. Portanto, nesse sentido, nosso papel é garantir que a mão de obra oferecida não coloque em risco qualquer informação do cliente”. Igel complementa lembrando que o cadastrado na plataforma viverá de sua reputação.

 



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Rangel Rodrigues
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