ADC, IoT e SI: O que essas três siglas têm em comum?

Aumento significativo de dispositivos interligados traz inúmeros desafios para o negócio, como processamento e análise de dados, integração com sistemas back-end e de Segurança da Informação; soluções de Application Delivery Controller ganham espaço no mercado, garantindo mais performance, disponibilidade e uma camada extra de proteção de dados

Por: Redação, ⌚ 05/01/2018 às 11h10 - Atualizado em 04/04/2018 às 14h58

Mais eficiência operacional, agilidade para tomada de decisões, automação de processos e redução de custos. Essas são algumas entre tantas outras razões que levam organizações a investirem na Internet das Coisas (IoT). A “conexão entre objetos” permite às empresas ampliar os benefícios da computação em nuvem e traz uma nova gama de negócios baseada nessa inovadora forma de interação entre dispositivos e nas informações proporcionadas por esses aparelhos.

 

Inicialmente considerada hype entre as gigantes e mais uma buzzword de mercado, a Internet das Coisas provou sua importância e deve acrescentar cerca de US$ 5 bilhões à economia brasileira, até 2025. As expectativas são do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações (MCTIC), ao anunciar o estudo “IoT: um plano de ações para o Brasil”, em parceria com o BNDES, durante a última Futurecom. Para se ter uma ideia da importância global da IoT, a previsão é que a “conexão entre as coisas” adicione de US$ 4 trilhões a US$ 11 trilhões à economia mundial. Segundo o MCTIC, cerca de 40% desse montante serão gerados pelos países emergentes.

 

Desafios da IoT e o papel do ADC

 

Mas à medida que a IoT é adotada pelas empresas, crescem também os desafios a serem superados. Mais dispositivos interligados significam um crescimento expressivo de dados, necessidade de análise de informações, integração com sistemas back-end e controles, que melhorarão os resultados dos negócios e a qualidade de vida em geral.

 

A maioria das soluções IoT envolve milhares de pontos finais que geram e processam dados em várias redes. O tempo de resposta para provisionar novos serviços e transferir dados de forma confiável na nuvem são um desafio para as organizações de TI. Esse obstáculo ocorre porque os sistemas tradicionais de IoT têm uma estrutura rígida e não podem ser adaptados para resolver um problema especificamente. Ou seja, os dispositivos não são criados para escalar dinamicamente e responder a diferentes cargas de trabalho.

 

O Application Delivery Controller (ADC) tem uma ação fundamental nesse processo. É ele quem distribui o trabalho para os servidores de aplicativos com base no tráfego na rede, determinando em qual data center ele agirá melhor. Quando a solicitação é enviada ao servidor apropriado, ele é processado de maneira adequada e tem o desempenho esperado pelo usuário. O ADC monitora a saúde do aplicativo nos servidores. Quando um data center diminui a velocidade de processamento ou não responde por alguma razão, os balanceadores roteiam dinamicamente o tráfego para outros servidores a fim de reduzir a interrupção do cliente.

 

ADC: uma camada extra de Segurança em IoT

 

Além do possível problema no desempenho das aplicações, a Internet das Coisas proporciona ainda um outro obstáculo para as companhias: a Segurança. Profissionais e analistas de TI concordam que garantir apenas a proteção de perímetro é insuficiente para as organizações. Os atuais ciberataques exploram essa defesa periférica e, após o malware entrar no data center, ele pode se mover facilmente no servidor e comprometer toda a rede.

 

“Muitos ADCs também vêm com Web Application Firewall como uma das funcionalidades. Então eles desempenham um papel na estrutura da solução de Segurança da Informação de uma empresa”, explica Naresh Singh, Diretor de Pesquisas do Gartner. Segundo o especialista, a tecnologia ajuda na elaboração das estratégias de Segurança da Informação de uma empresa nos dias de hoje.

 

Para Francisco Pinto, diretor de Vendas da Kemp Technologies, o principal propósito do ADC na Segurança é que ele não é uma defesa periférica de rede. “É um equipamento que está mais próximo do servidor, ou seja, funciona como um segundo nível de proteção”, explica.

 

Soluções

 

Os VLM (Virtual LoadMaster) da KEMP, por exemplo, possuem arquitetura de “defesa em profundidade” para proteger os aplicativos IoT e os dados que trafegam nos dispositivos. Para isso, a solução implementa túneis VPN IPsec, um padrão da indústria oferecido como opção de conectividade segura em serviços na nuvem da Microsoft, Amazon e Google. A tecnologia também protege contra ataques de Negação Distribuída de Serviço (DDoS).

 

Já o WAF da KEMP combina a proteção de Firewall da aplicação Web Layer 7 com outros serviços de entrega de aplicativos, que incluem balanceamento de carga inteligente, detecção de intrusão, prevenção de invasão, segurança de borda e autenticação. Ao integrar um dos Open Source mais implantados no mundo, o WAF oferece proteção contínua contra vulnerabilidades conhecidas.

 

Com o KEMP Edge Security Pack (ESP), você pode autenticar dispositivos usando certificados antes de acessar os servidores de aplicativos IoT. Quando habilitado com o ESP, o LoadMaster permite aos clientes proteger seus ambientes com autenticação de dois fatores e logon único. Esses dois conjuntos de recursos, disponíveis como parte das opções de assinatura KEMP Enterprise e Enterprise Plus para o LoadMaster, ajudam os clientes a oferecer uma postura de segurança em profundidade e evitar ameaças que levam a interrupções e ao mau desempenho das aplicações.

 



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